Real JoBelo

Archive for the ‘Paulistão 2010’ Category

Coroação

In Paulistão 2010, Santos on 2 de maio de 2010 at 23:16

Final – Santos 2×3 Santo André

Em jogo eletrizante, Santos perde para o Santo André, mas conta com o talento de Neymar e Ganso para levantar a 18ª taça do Paulistão.

Foi mais difícil que o esperado, mas o Santos conquistou o merecidíssimo título do Campeonato Paulista 2010 e, de quebra, chegou à marca dos 100 gols na temporada!

Conquista abrilhantada pelo Santo André, que contrariou as expectativas e brigou de igual pra igual com o gigante alvinegro.

Precisando de uma vitória por dois gols de diferença para estragar a festa santista, o Ramalhão não titubeou, foi pra cima e abriu o placar logo aos 30 segundos de bola rolando, após lindo passe de Branquinho para Cicinho, que driblou o goleiro e cruzou para Nunes empurrar para o gol vazio.

Na comemoração, um gesto irônico que dizia sem palavras: ‘Ué, cadê o show?’.

A resposta viria dos pés de Neymar, que recebeu lindo passe de Robinho, ignorou a zaga e o goleiro Júlio César antes de estufar as redes e comemorar com entusiasmo.

Valente, o Santo André não se abateu e chegaria ao segundo gol aos 17 minutos se a assistente Maria Eliza Barbosa não tivesse levantado a bandeira equivocadamente no começo da jogada que terminou com uma testada precisa de Rodriguinho. Um minuto antes, Branquinho já havia acertado a trave de Felipe.

O segundo gol era questão de tempo e saiu aos 20, com uma cabeçada certeira de Alê após cobrança de escanteio.

Mesmo Alê que, minutos depois, causaria tumulto ao dar uma bronca em Neymar após mais uma das inúmeras quedas do atacante. No entanto, no lance em questão, ele realmente havia sido atingido. Depois de muito bate-boca, Sálvio Spínola resolveu expulsar Léo e Nunes, que discutiram verbalmente e nem sequer se encostaram…

O Santo André diminuiu o ritmo e o Santos aproveitou. Aos 32, Robinho roubou a bola no ataque e tocou para Ganso, que deu um lindo passe de calcanhar para Neymar marcar mais um e sair comemorando cheio de marra.

E se a intenção das expulsões era acalmar os ânimos, não deu certo. Aos 38, Marquinhos deu uma tesoura em Branquinho no meio do campo e também foi para o chuveiro mais cedo.

Com um a menos, o Peixe foi envolvido pelo bom ataque do Santo André e levou o terceiro, aos 44 minutos. Branquinho marcou após ótima assistência de Bruno César.

Bastava, então, um gol para que o título saísse da Baixada e rumasse para o ABC. Gol que quase saiu aos 5 minutos da etapa final, quando Rodriguinho recebeu de Bruno César, deixou Felipe comendo poeira e chutou fraco. Arouca salvou em cima da linha.

O pequeno se agigantou, deu trabalho e fez Dorival apostoar na estrela de André, no lugar de Robinho. O centroavente, porém, não estava iluminado desta vez.

Sérgio Soares também mexeu. Tirou Branquinho, o melhor do time, e colocou Rodrigão em seu lugar. O time perdeu criatividade, mas continuou atacando, tanto que Roberto Brum entrou na vaga de Neymar, numa clara amostra de que o Santos estava no jogo apenas para se defender. Dois minutos depois, no entanto, Brum parou um contra-ataque com falta e foi mais uma vítima do rigor de Sálvio Spínola: vermelho direto.

Dorival chamou Bruno Aguiar para recompor o ferrolho e tiraria Paulo Henrique, que estava esgotado, na visão do treinador. Ousado, Ganso decretou que não sairia e o treinador acatou, optanto pela saída de André.

Decisão mais do que acertada, já que o camisa 17 (ele cedeu a 10 para o Messias Giovanni) demonstrou maturidade, experiência, categoria e raça, segurou sozinho a bola no ataque e esfriou a pressão do Santo André, que ainda assustou com uma incrível bola na trave, de Rodriguinho, aos 45.

Depois de quatro longos minutos de acréscimo, Sálvio Spínola decretou o fim do jogo. Com determinação e futebol de gente grande, o Peixe segurou a pressão e confirmou o título mais do que merecido, diante de um não menos brilhante Santo André, que calou a boca de muita gente e mostrou muita grandeza.

Ganhou o Santos, ganhou o futebol!

Parabéns, Peixão!

Anúncios

Atuações da decisão

In Paulistão 2010, Santos on 27 de abril de 2010 at 22:24

SANTOS

Felipe A falta cobrada por Bruno César foi no seu canto. Não pode! NOTA 5,0

Pará Não repetiu a ótima atuação da semifinal, mas deu passe brilhante para Wesley. NOTA 6,5

Edu Dracena Teve dificuldades para marcar o rápido Rodriguinho. Fez falta boba que originou o gol. NOTA 5,0

Durval Assim como Dracena, teve problemas com a velocidade do Ramalhão. Chegou atrasado em vários lances. NOTA 5,5

Léo Um dos poucos lúcidos no primeiro tempo. No segundo, não foi muito incisivo. NOTA 6,5

Arouca Foi, mais uma vez, um leão no meio campo. Ótimas roubadas de bola. NOTA 7,0

Wesley Sumido durante boa parte do primeiro tempo, levou o amarelo que o tira do segundo jogo. No segundo, pela direita, fez dois gols e decidiu. NOTA 8,5

Marquinhos Peça nula no primeiro tempo, melhorou no segundo, mas pouco produziu. NOTA 4,5

Paulo Henrique Outro que não criou nada na etapa inicial. No segundo tempo, melhorou, participou mais e deu uma assistência. NOTA 6,5

Neymar Não era dia dele. Logo no começo, sofreu um pisão no tornozelo. Depois, na única jogada em que apareceu, sofreu pênalti não marcado e machucou o olho. NOTA 3,0

Robinho Tentou, mas não criou muito no primeiro tempo e ainda perdeu ótima chance. Na segunda etapa, foi melhor, usou a experiência e deu assistência. NOTA 6,0

André Decisivo! Entrou no intervalo, fez o seu, participou do segundo gol e ainda provou a expulsão de Toninho. NOTA 8,5

Mádson Entrou para contra-atacar, mas não foi bem e desperdiçou bons lances. NOTA 4,0

Zé Eduardo Jogou pouco. SEM NOTA

Dorival Júnior Apostou no time da semifinal, mas foi surpreendido no primeiro tempo. No intervalo, apostou em André e inverteu a posição de Pará e Wesley. Perfeito! No fim, a aposta em Mádson poderia ter liquidado a disputada, mas o baixinho desperdiçou bom contra-ataque. NOTA 9,0

***

SANTO ANDRÉ

Júlio César Não fez milagres nos gols santistas. NOTA 5,0

Cicinho Não foi muito presente no ataque. Regular na marcação. NOTA 5,0

Cesinha O melhor da zaga, não precisou distribuir pontapés para marcar os santistas. NOTA 7,0

Toninho Bateu muito, levou amarelo por reclamação e acabou expulso no segundo tempo. NOTA 3,0

Rômulo Outro que exagerou nas pancadas, quase fez um gol de placa e participou da jogada do tento de Rodriguinho, mas viu Wesley deitar e rolar em suas costas. NOTA 5,5

Alê O ex-são-paulino deu conta do recado na marcação, mas falhou na saída de bola. NOTA 6,0

Gil Depois de um começo ruim, melhorou na segunda etapa e participou do segundo gol. NOTA 5,5

Branquinho Um dos destaques do time, correu muito e criou bons lances. Está na mira dos grandes. NOTA 7,0

Bruno César O melhor do Santo André, fez um gol e deixou Nunes na cara de Felipe para decidir. Vai jogar no Corinthians. NOTA 8,0

Rodriguinho Abusou da velocidade e foi premiado com um gol sem querer. NOTA 7,0

Nunes Sofreu a falta que originou o gol de Bruno César, mas chutou fora a bola do jogo. NOTA 6,0

Pio Entrou quando o Santos dominava. Limitou-se a bater todas as faltas e escanteios. NOTA 5,5

Halisson Entrou para ajudar na marcação após a expulsão. Fez o que pôde. NOTA 6,0

Sérgio Soares Treinador revelação do Paulistão, armou um time corajoso e muito disciplinado taticamente. Deu canseira no Santos e merecia melhor sorte no primeiro tempo. No segundo, o time recuou e não aguentou, mas ainda foi valente e diminuiu. Ainda sonha. NOTA 7,5

Graças a Dorival

In Paulistão 2010, Santos on 27 de abril de 2010 at 21:48

Final – Santo André 2×3 Santos

Se faltou alegria e inspiração no primeiro tempo, sobrou disposição após a bronca de Dorival no vestiário. Suspenso, Wesley decide!

A safra é ótima, mas o Santos não chegaria ao estágio em que chegou se não tivesse um grande comandante no banco de reservas.

Na primeira partida da final paulista, os Meninos da Vila foram surpreendidos por um Santo André muito bem armado por Sérgio Soares, mas se aproximaram do título depois de uma bronca e de duas apostas certeiras de seu treinador.

O time desceu para o intervalo de cara amarrada. Os principais jogadores não conseguiram jogar e o melhor time do Brasil em 2010 foi dominado. Aos 34 minutos, Bruno César abriu o placar cobrando falta no canto de Felipe, que aceitou.

E poderia ter sido pior se Rômulo conseguisse concluir com perfeição a linda jogada que fez, driblando quase todo o time santista; ou se Nunes acertasse o ângulo que tentou após mais uma das belas enfiadas de Bruno César.

Para complicar ainda mais, Neymar levou a pior em lance duvidoso dentro da área. Atingido por Toninho, ele acabou atingindo o próprio olho na queda e teve de ser substituído no intervalo, com um sangramento na íris (parte colorida do olho).

E aí brilhou a estrela de Dorival Júnior. Para o lugar da Joia, ele optou por André, que deu conta do recado e empatou o jogo logo aos 12 minutos, de cabeça, após cruzamento de Paulo Henrique.

Muito mais ligado e com seriedade, o Peixe não deixou os andreenses respirarem e aproximou-se do título com dois gols de Wesley, que poderia não ter voltado para o segundo tempo, não fosse a confiança depositada pelo treinador em seu futebol.

Abalado com o terceiro cartão amarelo que tomou no primeiro tempo e com a consequente suspensão da partida decisiva, o volante entrou cabisbaixo no vestiário e ouviu de Dorival que ainda poderia decidir o jogo e até o título.

Ele foi a campo e passou a atuar bem aberto pela direita, quase como um ala, protegido por Pará. Em duas escapadas, mostrou que o professor estava certo mais uma vez.

Aos 16, o passe foi de Robinho. Aos 24, com assistência de Pará, que saiu para a entrada de Mádson, numa clara demonstração da maior virtude desse time: nunca se acomodar com a vantagem.

Dessa vez, no entanto, o tiro acabou saindo pela culatra, graças ao adversário que não desistiu e conseguiu diminuir, mesmo com um homem a menos (Toninho foi expulso após uma gravata em André).

Aos 37, Rômulo deixou Ganso para trás e cruzou para Gil, que acertou a trave. No rebote, a bola bateu em Rodriguinho e entrou.

O ótimo Santo André ainda acredita no título, mas será difícil impedir a coroação do Santos, que mesmo sem brilhar (tanto), conseguiu ampliar sua vantagem.

Graças a Dorival!

Atuações do Sansão

In Paulistão 2010, Santos, SPFC on 19 de abril de 2010 at 18:30

SANTOS

Felipe Duas ótimas defesas, em chute de Washington e cabeçada de Jorge Wagner. NOTA 7,5

Pará Aposta de Dorival Júnior, teve uma de suas melhores atuações na temporada. Dificultou a vida de Richarlyson. NOTA 7,5

Edu Dracena O São Paulo precisava fazer dois gols, mas não chegou a incomodar os zagueiros do Santos. Tranquilo. NOTA 6,5

Durval Assim como o companheiro, não imaginava uma tarde tão tranquila. NOTA 6,5

Léo Bem no apoio, teve dificuldades com Cicinho. Depois do jogo, rebateu declarações inexistentes de Juvenal Juvêncio e desviou o foco da bela vitória alvinegra. NOTA 6,5

Arouca Dessa vez, teve atuação discreta. NOTA 6,0

Wesley De volta ao meio, foi bem na marcação e se lançou bem ao ataque no segundo tempo. NOTA 6,5

Marquinhos Alguns passes errados e muita lentidão. Foi substituído para fechar o meio. NOTA 5,5

Paulo Henrique Bem marcado, não deixou os companheiros na cara do gol, mas fez o seu no final. NOTA 7,0

Neymar Infernizou a defesa do São Paulo com dribles, velocidade e quedas. Deu dois lindos passes não aproveitados por Robinho e ainda fez dois gols, um deles com nova paradinha. Craque! NOTA 9,0

Robinho Fez fila na defesa do São Paulo e deixou Neymar na cara do gol no lance do pênalti. Sua experiência, mais uma vez, foi importante para segurar a bola no ataque nas horas difíceis. NOTA 8,0

Rodrigo Mancha Entrou para evitar uma pressão que o São Paulo nem sequer esboçou. SEM NOTA

Mádson Com velocidade, teve tempo de dar uma assistência para Ganso. NOTA 6,5

Zé Eduardo Nem tocou na bola. SEM NOTA

Dorival Júnior Arriscou ao tirar André, mas acertou. Ganhou o meio-campo e impediu que o São Paulo pressionasse como no segundo tempo do primeiro jogo. NOTA 8,0

***

SÃO PAULO

01 Rogério Ceni Fez boas defesas, em chute de Robinho e cabeçada de Ganso. Sem culpa nos gols, foi inocente no pênalti. NOTA 5,5

23 Cicinho Um dos únicos que tentou criar alguma coisa. Seus cruzamentos, porém, não surtiram efeito. NOTA 5,5

3 Alex Silva Um gigante na marcação, cometeu pênalti não marcado em Neymar. NOTA 6,0

5 Miranda Sofreu com os dribles da Joia santista e com a velocidade do rival. NOTA 3,5

20 Richarlyson Teve atuação medíocre. Por quê, depois de um mês parado, voltou improvisado na esquerda? NOTA 2,0

18 Rodrigo Souto Não ajudou muito na marcação e não se arriscou na frente. NOTA 4,0

8 Cléber Santana Quando apareceu, criou bons lances. Mas isso aconteceu poucas vezes. Foi substituído. NOTA 4,5

10 Hernanes Alguns lampejos, mas estava mal tecnicamente. Não foi nem sombra do Hernanes do primeiro jogo. NOTA 5,0

7 Jorge Wagner De longe, foi o melhor do meio-campo do São Paulo. Distribuiu bons passes. NOTA 6,5

25 Dagoberto Bem marcado, se preocupou em atingir os adversários quando a bola chegava. Não jogou nada. NOTA 3,0

12 Fernandinho Um pouco mais ligado que o companheiro de ataque, também não produziu muito. NOTA 4,5

9 Washington Entrou, teve uma chance, um impedimento mal marcado e deu bom passe para Dagoberto. Era jogo para ele. NOTA 5,5

27 Léo Lima Quando entrou, o time já estava entregue. SEM NOTA

Ricardo Gomes A opção por dois atacantes velozes poderia ter dado certo se o meio-campo fizesse a bola chegar até eles. Errou ao tirar um meia e colocar mais um atacante. Foi engolido pelo Santos a partir daí. NOTA 5,5

Mão na taça

In Paulistão 2010, Santos, SPFC on 19 de abril de 2010 at 17:55

Semifinais – Santos 3×0 São Paulo

Neymar brilha, faz gol de mão, dá paradinha, classifica o Peixe e a torcida decreta: ‘É seleção!’. Final será contra o Ramalhão.

O ensolarado domingo da Vila Belmiro reservava fortes emoções. Mais um show Santástico? Uma reação improvável do Tricolor? No fim das contas, a tarde foi mesmo de Neymar, novamente o melhor em campo.

O São Paulo entrou com quatro mudanças para tentar atrapalhar os planos do Peixe. Jean, Júnior César e Washington perderam seus lugares para Cicinho, Richarlyson e Fernandinho. Marlos, suspenso, deu lugar a Cléber Santana.

Dorival Júnior, por sua vez, fez apenas uma mudança: escalou Pará na direita, passou Wesley para o meio e tirou André. Foi o suficiente para dificultar a vida de Hernanes e fazer com que a bola raramente chegasse aos velozes atacantes.

Enquanto o São Paulo fazia uma força incrível para não tomar o primeiro gol, o Peixe chegava fácil. Logo no primeiro lance, Neymar deu passe magistral para Robinho, que parou em Rogério. Em outra jogada, novamente Neymar deixou o camisa 7 na cara do gol, mas ele preferiu se jogar quando o goleiro são-paulino chegou para dividir. O árbitro mandou o jogo seguir.

Mesmo precisando desesperadamente da vitória, os tricolores não tiveram nenhuma grande oportunidade.

Gomes não mudou o time no intervalo, mas logo aos 9 do segundo tempo resolveu apostar em Washington no lugar de Cléber Santana.

Com um a menos no meio-campo e um a mais na frente, a bola chegou com frequência ainda menor e o Santos matou o jogo 5 minutos mais tarde. Após bela e demorada troca de passes, Marquinhos cruzou e Neymar completou com o braço direito. José Henrique de Carvalho não viu e validou o gol que matou o Tricolor de uma vez por todas.

Logo na sequência, Washington até tentou empatar, mas Felipe fez grande defesa.

Para recompor o meio perdido, Léo Lima entrou na vaga de Fernandinho, mas a pouca inspiração já havia ido embora há tempos. Dorival respondeu com Rodrigo Mancha no lugar de Marquinhos e os donos da casa não foram ameaçados.

Aos 35, Robinho deixou Neymar na cara do gol. Ele tomou a frente de Miranda, foi tocado fora da área e se jogou, ludibriando o árbitro que havia ignorado uma penalidade clara de Alex Silva no mesmo Neymar, 10 minutos antes.

A cena mais aguardada da semifinal estava prestes a acontecer. De um lado, o sorriso abusado e irreverente de Neymar. Do outro, a experiência e a cara fechada de Rogério Ceni.

Se ainda restava alguma dúvida quanto à personalidade do garoto, ela foi sepultada com mais uma paradinha e mais um gol que desmoralizou o maior ídolo da história do rival.

Aos 39, Mádson e Zé Eduardo entraram nas vagas de Neymar e Robinho, que passaram a comandar a festa do lado de fora, até que Ganso marcou o terceiro e eles voltaram ao gramado para abraçarem o companheiro.

No finalzinho, Dagoberto poderia ter marcado o gol de honra, mas isolou e decretou: não era o dia do São Paulo.

Era mais um dia do ano do Santos e, principalmente, de Neymar!

Olho nele, Dunga!

O adversário: O Prudente devolveu o placar da primeira partida e venceu por 2×1, em Santo André. No entanto, o clube do ABC teve campanha melhor na primeira fase e agora enfrentará o Santos nas finais.

Atuações no clássico

In Paulistão 2010, Santos, SPFC on 12 de abril de 2010 at 22:28

SÃO PAULO

01 Rogério Ceni Não teve reflexo no primeiro gol e saiu muito mal no terceiro. Prejudicou o Tricolor. NOTA 4,0

2 Jean Deixou muito espaço no primeiro tempo. No segundo, subiu de produção com a entrada de Cicinho. NOTA 5,0

3 Alex Silva Um gigante! Afastou várias bolas e jogou com muita raça. NOTA 8,0

5 Miranda Quase fez um gol contra, cometeu falta boba em Durval e marcou a bola no terceiro gol. NOTA 4,0

6 Júnior César Nervoso em campo, perdeu a bola que originou seu próprio gol contra. No segundo, foi menos esperto que André. NOTA 3,0

18 Rodrigo Souto Discreto, limitou-se a marcar os meias santistas e dificultou a vida de Ganso. NOTA 6,0

10 Hernanes Sua melhor atuação no ano. Motivado e inspirado, distribui dribles, passes e ótimos chutes. Marcou um gol. NOTA 9,0

7 Jorge Wagner Um leão no meio campo, soube distribuir o jogo e ajudar na marcação. Sua saída prejudicou o time. NOTA 7,5

16 Marlos O primeiro amarelo pode ter sido exagero, mas faltou tranquilidade para evitar o segundo. NOTA ZERO

25 Dagoberto Outro que esbanjou raça, disposição e inspiração. Jogou demais, marcou um gol, mas cansou de tanto correr. NOTA 8,5

9 Washington Jogou apenas 45 minutos e foi pouco acionado. Pouco pôde fazer. NOTA 5,0

23 Cicinho Como ala, deu muita qualidade ofensiva ao Tricolor. Cruzamento perfeito para Dagoberto. NOTA 7,5

12 Fernandinho Quando entrou, o time já estava cansado. Quase não tocou na bola. SEM NOTA

11 Marcelinho Outro que não teve tempo para nada. SEM NOTA

Ricardo Gomes Acertou em cheio ao trocar Washington por Cicinho. O time cresceu muito, empatou, mas cansou. A saída de Jorge Wagner foi um tiro no pé, já que o time não tinha mais forças para atacar e ficou com a marcação deficitária. Foi castigado. NOTA 6,0

***

Felipe Fez boa defesa em chute de Hernanes, mas falhou demais na reposição de bola. NOTA 5,0

Wesley Avançou pouco e levou um baile de Dagoberto, que ficou sozinho no lance do gol. NOTA 4,0

Edu Dracena Bem posicionado, não teve culpa nos gols são-paulinos. Foi bem. NOTA 7,5

Durval Bem lá atrás e decisivo lá na frente. NOTA 8,5

Léo Fez um bom primeiro tempo e foi premiado com o lance do primeiro gol. NOTA 6,5

Arouca Mais uma vez, jogou muito diante do ex-clube. Marcou demais e até se arriscou na armação. NOTA 8,0

Marquinhos Muito bem marcado, não conseguiu criar nada. NOTA 4,5

Paulo Henrique Não teve participação de destaque e ainda deu uma cotovelada em Dagoberto. NOTA 4,0

Robinho Esbanjou experiência e foi o ponto de equilíbrio do time santista. Teve duas boas chances no segundo tempo. NOTA 7,5

Neymar Começou bem e deu uma assistência genial para André. No segundo tempo, sumiu e saiu. NOTA 7,5

André Apareceu uma vez: para marcar o gol. NOTA 7,0

Pará Entrou na vaga de André para fechar o time e brecar o avanço são-paulino. Não teve trabalho com Júnior César. NOTA 6,0

Mádson Botou fogo no jogo, ajudou a segurar a bola e deu a assistência do terceiro gol. NOTA 6,5

Zé Eduardo Entrou, ajudou a prender a bola na frente e perdeu um gol incrível. NOTA 5,0

Dorival Júnior Apostou na ofensividade e se deu bem no primeiro tempo. Poderia ter goleado se tivesse reagido mais rápido ao domínio tricolor. Quando mexeu, no fim, conseguiu equilibrar o jogo e venceu. NOTA 6,5


Vantagem e sina

In Paulistão 2010, Santos, SPFC on 11 de abril de 2010 at 21:49

Semifinal – 1º jogo – São Paulo 2×3 Santos

Peixe abre vantagem, sofre o empate, mas arranca a vitória no fim. Derrotado em mais um clássico, Sampa precisa fazer dois na Vila. Difícil…

Como há muito não se via, os clássicos paulistas estão dando gosto de ver.

Na primeira partida das semifinais do Paulistão, os meninos do Peixe levaram a melhor sobre os guerreiros são-paulinos em mais um jogo épico.

Com uma formação ultra-ofensiva, o Santos se aproveitou dos dois únicos vacilos da retaguarda adversária para abrir vantagem no primeiro tempo. Aos 24, Júnior César foi desarmado por Robinho e não conseguiu cortar o cruzamento de Léo. Mais um gol contra do Tricolor…

O time ainda assimilava a desvantagem quando o árbitro Marcelo Rogério expulsou o são-paulino Marlos, após uma falta boba no meio-campo. O primeiro cartão amarelo para o camisa 16 é discutível, mas o Santos não tem nada a ver com isso e ampliou pouco depois, com André, após linda assistência de Neymar.

No intervalo, Ricardo Gomes tirou o isolado Washington e colocou Cicinho para atuar quase como um meia direita.

A reação dos donos da casa foi notável. Hernanes e Dagoberto jogaram muito e foram premiados com os gols que igualaram o placar do jogo.

Aos 8 minutos, o camisa 10 cortou dois adversários e chutou de fora da área, no canto. Na vibrante comemoração, o prenúncio de uma pressão infernal pra cima do Peixe, que simplesmente não viu mais a cor da bola.

Logo após o gol, Robinho acertou o travessão de Rogério Ceni, mas nem isso abalou o ímpeto são-paulino.

O endiabrado Dagoberto correu, driblou, apanhou, tabelou e marcou um belíssimo gol de cabeça, após cruzamento perfeito de Cicinho, aos 22 minutos.

Tentando fechar o time, Dorival tirou André e colocou Pará pela direita. Pouco depois, foi a vez de Neymar deixar o campo para a entrada de Mádson e Marquinhos dar lugar a Zé Eduardo. Ricardo respondeu com Fernandinho na vaga de Jorge Wagner, mas o Santos foi quem passou a tomar conta.

No fim, o esgotado Dagoberto foi substituído por Marcelinho, que pouco tocou na bola, já que o São Paulo não conseguiu mais sair do campo de defesa.

Num dos últimos lances da partida, Miranda derrubou Durval perto da linha de fundo. Esperto, Mádson posicionou a bola num ângulo que lhe favorecia e cruzou para o próprio Durval aproveitar vacilo de Ceni e desempatar o clássico e deixar o Santos muito próximo da final.

Mais uma vez, o São Paulo saiu perdendo, correu atrás do resultado, jogou bem, empatou e acabou derrotado no final. Hoje, talvez tenha feito sua melhor exibição no ano. Parece uma sina dos tricolores em clássicos. Já são 4 derrotas em 4 duelos contra os maiores rivais na temporada.

Semana que vem, na Vila Belmiro, só uma vitória por dois ou mais gols de diferença classifica o São Paulo.

Muito difícil.

A bela campanha e o ótimo futebol do Santos estão muito próximos da coroação.

Finalista

In Paulistão 2010, SPFC on 8 de abril de 2010 at 17:32

19ª rodada – Santo André 1×3 São Paulo

Com time ideal, Tricolor vence o Santo André e vai enfrentar o Santos. Final antecipada.

Com a melhor formação possível, o São Paulo bateu o Ramalhão e confirmou a classificação para as semifinais.

Quarto colocado, o time comandado por Ricardo Gomes enfrentará o todo poderoso Santos.

Se voltar a apresentar o futebol das duas últimas partidas, aumentam as chances de classificação para a grande final. Com Marlos em grande fase e ótima movimentação, o time não teve dificuldades para pressionar o adversário, que merece respeito.

Afinal, o Santo André terminou a primeira fase em segundo lugar, à frente do próprio São Paulo, e já estava perdendo por 2×0 aos 20 minutos da etapa inicial.

No primeiro gol, Washington recebeu ótimo lançamento de Júnior César e mostrou todo o seu faro de gol ao bater na saída do goleiro Júlio César.

No segundo, Dagoberto, que havia acabado de acertar uma bola na trave, tabelou com Hernanes e recebeu uma assistência primorosa do camisa 10. Ele só precisou tocar de bico e correr para o abraço.

O Santo André conseguiu diminuir com gol de cabeça do experiente Rodrigão, mas a vitória são-paulina não correu riscos.

Aos 19 do segundo tempo, Miranda marcou de cabeça e garantiu a classificação.

Para o capitão Rogério Ceni, o favoritismo é alvinegro.

Mas, jogando assim, o Tricolor vai forte para a final antecipada do Paulistão.

O Santo André enfrentará o Prudente com a vantagem do empate.

Haja coração!

ATUAÇÕES

01 Rogério Ceni Sem culpa no gol, fez uma linda defesa no segundo tempo. NOTA 6,5

2 Jean Ficou preso à marcação de Carlinhos e sofreu com as investidas andreenses. NOTA 5,5

3 Alex Silva Atuação muito segura. Sem problemas. NOTA 7,0

5 Miranda Assim como o companheiro, teve atuação muito segura. E ainda deixou sua marca. NOTA 8,0

6 Júnior César Vive ótima fase. Muito constante no ataque, deu um belo lançamento no gol de Washington. NOTA 7,5

18 Rodrigo Souto Bem na marcação e eficiente nos passes, teve mais uma atuação tranquila. NOTA 6,5

10 Hernanes Deu uma assistência primorosa para Dagoberto, mas errou muitos passes na etapa final. Perdeu grande oportunidade. NOTA 6,0

7 Jorge Wagner Movimentou-se bem e fez o cruzamento para o gol de Miranda. NOTA 6,0

16 Marlos Vive sua melhor fase no São Paulo. Rápido, distribuiu dribles e deixou Dagoberto e Hernanes na cara do gol. NOTA 8,5

25 Dagoberto Rápido, incisivo e raçudo. Bela atuação, bola na trave e gol. NOTA 8,0

9 Washington De volta ao time, mostrou que é importante e balançou as redes mais uma vez. NOTA 7,5

8 Cléber Santana Entrou no fim. SEM NOTA

12 Fernandinho Nem tocou na bola. SEM NOTA

Ricardo Gomes Finalmente, parece ter achado a formação ideal. A aposta em Marlos está se mostrando muito eficiente. Terá teste de fogo contra o Santos. O time, enfim, vai brilhar em jogos decisivos? NOTA 8,5

Goleou mas não passou

In Corinthians, Paulistão 2010 on 8 de abril de 2010 at 17:16

19ª rodada – Corinthians 5×1 Rio Claro

Timão vira pra cima do Rio Claro e goleia sem dó, mas está fora das semifinais. Bom?

O Corinthians superou mais uma falha de Rafael Santos, virou e massacrou o rebaixado Rio Claro, mas não adiantou.

Sem depender de suas próprias forças, o Alvinegro terminou a primeira fase na quinta colocação e terá todo o tempo do mundo para se dedicar à Libertadores.

Há quem diga que a eliminação precoce veio em boa hora, mas boa parte da fiel não concorda, apesar dos aplausos após o apito final de ontem.

A atuação do time, principalmente no segundo tempo, realmente foi digna de aplausos.

Perdendo por 1×0, gol de Luciano após vacilo de Rafael, o Corinthians perdeu o meia Tcheco, que saiu com uma preocupante contusão no tornozelo. Iarley entrou em seu lugar e formou um ataque rápido ao lado de Dentinho e Ronaldo, que finalmente voltou a jogar bem.

O Fenômeno, inclusive, foi o autor do gol de empate, aos 31, após cruzamento de Roberto Carlos.

Na etapa final, o baile começou logo aos 3 minutos, quando Dentinho recebeu belo passe de Elias e fuzilou o goleiro Sidney.

Aos 7, uma linda troca de passes entre Elias, Dentinho e Ronaldo resultou no terceiro gol, de Iarley.

O quarto foi um golaço de Roberto Carlos, que voltou a mostrar a potência de sua canhota.

Mas engana-se quem pensa que a perna direita do craque não serve nem para subir no ônibus. Foi com ela que o camisa 6 deixou Dentinho na cara do gol para fazer o quinto e coroar mais uma bela atuação.

Para tristeza da Fiel, o São Caetano não conseguiu brecar o embalo do Grêmio Prudente, que venceu por 1×0 e se classificou.

Se o tempo livre para se preparar para a Libertadores não é uma notícia tão boa assim, a atuação do time, apesar da fragilidade do adversário, foi convicente e é um alento para a Fiel.

Mas se o título continental não vier…

Contraste

In Palmeiras, Paulistão 2010, Portuguesa, Santos on 8 de abril de 2010 at 17:02

19ª rodada – Santos 4×2 Sertãozinho

19ª rodada – Paulista 3×1 Palmeiras

Na última rodada, reservas do Santos goleiam enquanto titulares descansam para a decisão. Titulares do Palmeiras livram o Paulista da degola.

O que as campanhas de Santos e Palmeiras têm em comum?

Na primeira rodada, os dois foram os únicos grandes que venceram. E convenceram.

Mas muita água passou por baixo dessa ponte e os rivais chegaram à rodada final em situações bem distintas.

Enquanto os reservas do líder faziam a festa na Vila Belmiro e arrancavam aplausos dos titulares nos camarotes, o Palmeiras tinha mais uma atuação medonha e salvava a vida do Paulista, que permanece na Série A. O time comandado por Antônio Carlos terminou na vergonhosa 11ª posição.

Na Vila

O Santos B não manteve o ritmo dos titulares e aplicou mais uma goleada. Cheio de reservas e caras novas, como Luciano Castán, Alex Sandro, Rodriguinho e, no segundo tempo, Marcel, o líder do campeonato não tomou conhecimento do rebaixado Sertãozinho.

A formação com três volantes esteve longe de ser defensiva e o Peixe confirmou a vitória já no primeiro tempo. O volante Germano recebeu cruzamento de George Lucas e abriu o placar. O lateral esquerdo Alex Sandro, num chute de longe, ampliou. O terceiro foi do talismã Zé Eduardo.

O Sertãozinho chegou a assustar. Aos 40 do primeiro tempo, Thiago Silvy diminuiu. No início do segundo, Castán cometeu pênalti, foi expulso e Silvy marcou mais um.

Pressão? Que nada.

O time empurrou o jogo com a barriga e ainda houve tempo para a estrela de Dorival Júnior brilhar. Maikon Leite, que entrou na vaga de Mádson, sofreu pênalti convertido por Marcel, que substituiu Zé Eduardo.

Os reservas fizeram a sua parte. No clássico diante do São Paulo, domingo, volta o Santos A.

A de Avassalador?

Em Jundiaí

Depois de marcar o gol da vitória do Paulista sobre o Corinthians, o são-paulino Mazola, emprestado ao clube de Jundiaí, tornou ainda mais melancólica a despedida do Palmeiras do Estadual.

Precisando vencer para escapar do rebaixamento, os donos da casa abriram o placar logo aos 12 minutos. Cruzamento de Mazola e gol de Felipe Azevedo.

Aos 39, a dupla apareceu de novo. Mazola sofreu pênalti, que Azevedo converteu.

Lincoln, uma ilha de lucidez no time palmeirense, diminuiu com uma bela cabeçada após cruzamento de Armero, mas o Verdão nem sequer esboçou uma reação.

Aos 36 da etapa final, Mazola passou a bola por entre as canetas de Léo, que aliás sofreu muito com os dribles e a velocidade do atacante. Na conclusão da jogada, Samuel Xavier garantiu a permanência do clube de Jundiaí na Série A1.

E o Palmeiras não ficou nem no G10.

Copa do Brasil? Vai ser difícil…

Pitacos:

Despedida: Não se engane. O Ituano não está classificado para o Torneio do Interior. A festa no final do duelo contra a Lusa, no Canindé, aconteceu porque o time escapou do rebaixamento. Juninho Paulista, que fez sua despedida do futebol, marcou um golaço e o veteraníssimo Roque Júnior marcou um belo gol, que decretou a virada pra cima da Portuguesa: 3×2. Aliás, que coisa, hein, Lusa!

De volta para a minha terra: Rio Claro, Monte Azul, Sertãozinho e Rio Branco. Os quatro primeiros colocados da Série A2 do ano passado não souberam aproveitar a chance de disputar a Série A1 e foram rebaixados.