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Archive for the ‘Palmeiras’ Category

Xiii, Felipão

In Brasileirão 2010, Palmeiras on 21 de julho de 2010 at 16:48

9ª rodada – Avaí 4×2 Palmeiras

Na estreia de Felipão, Palmeiras esbarra na boa fase do Avaí e perde na Ressacada

Luiz Felipe Scolari finalmente estreou no comando técnico do Palmeiras. Depois da ótima vitória sobre o Santos, com Murtosa no banco, a expectativa da torcida alviverde para o retorno oficial do ídolo não poderia ser melhor. No entanto, o Avaí fez valer a boa fase e, depois do São Paulo, derrotou mais um clube paulista.

Armado com Pierre, Marcos Assunção e Márcio Araújo na proteção da zaga, o Verdão apostou no avanço dos alas para atacar o time da casa. A estratégia deu certo no início, já que a equipe povoou o campo de ataque e abriu o placar com um dos laterais: Gabriel Silva, aproveitando rebote do goleiro após falta cobrada por Assunção.

Tudo parecia tranquilo para o Palmeiras, até que Caio deixou tudo igual aos 23 minutos, em jogada individual. Logo depois, Kleber teve ótima chance de recolocar os paulistas em vantagem, mas Patrick salvou em cima da linha. Quem não faz… Logo na sequência, Robinho virou o jogo.

O momento pareceu melhor novamente para o Palmeiras quando Leonardo Gaciba expulsou Pará, após falta dura em Márcio Araújo, ainda na primeira etapa. Com um a mais, os visitantes foram para o ataque e chegaram ao empate em cobrança de pênalti de Kléber. Quem diria? Um dos times que mais erra pênalti no futebol mundial acertou o pé. Sinal que que a fase após a chegada de Felipão mudou mesmo…Certo? Errado.

No melhor momento palmeirense na partida, a torcida exagerou na festa pelo empate, acendeu muitos sinalizadores e o jogo teve de ser paralisado em razão da grande quantidade de fumaça.  Na volta, os comandados de Felipão não viram a cor da bola.

Depois de acertar o travessão de Deola, Roberto sofreu pênalti de Léo, que acabou expulso. Na cobrança, o arqueiro palmeirense defendeu o chute de Caio, mas ele próprio pegou o rebote e balançou as redes. No fim, Deola saiu da área e acabou driblado por Roberto, sempre ele, e viu o adversário marcar o quarto gol dos catarinenses, definindo o placar.

Os palmeirenses chegaram a culpar a paralisação da partida pelo revés. A equipe realmente voltou muito mal e foi dominada pelos donos da casa mesmo em vantagem numérica.

Fato é que Felipão parece ter trabalho…

Com a cara do chefe?

In Brasileirão 2010, Palmeiras, Santos on 17 de julho de 2010 at 4:46

8ª rodada – Palmeiras 2×1 Santos

Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Com Felipão nas tribunas da “nova casa”, Verdão vence o time sensação do primeiro semestre e empolga a torcida.

Luiz Felipe Scolari chegou ao Brasil há poucos dias e nem sequer esteve no banco de reservas do Palmeiras no duelo contra o Santos. Mesmo assim, a ótima vitória conquistada pelo Verdão é atribuída por muitos à chegada do novo chefe, que foi representado por Murtosa na beira do gramado. Será?

Já sem Cleiton Xavier, negociado com o futebol ucraniano, a equipe foi a campo com três volantes: Marcos Assunção, Edinho e Márcio Araújo. Pierre, machucado, também não pôde jogar, mas será o único remanescente do ótimo meio-campo que brilhou em boa parte de 2009 e até em 2010, com CX10 e Diego Souza, que foi para o Galo.

Aliás, a saída de Cleiton Xavier para um clube do segundo escalão da Ucrânia é incompreensível. A qualidade do jogador é inegável e sua passagem pelo Palmeiras foi muito positiva. Havia espaço para ele num mercado mais glamuroso, como o futebol alemão, por que não?

No Palmeiras, a vida já começou a seguir sem ele. Com a formação escolhida por Murtosa, os garotos do Santos não tiveram espaço para mostrarem o belo futebol da primeira metade do ano. Neymar, inclusive, foi substituído por Marcel no segundo tempo e saiu reclamando de Dorival Júnior. Aparenta se muito mimado o ótimo moleque do Peixe.

Outro ótimo moleque é Tinga, recém trazido da Ponte Preta. Ele estreou no Pacaembu, entrando no lugar Lincoln, e balançou as redes em um de seus primeiro toques na bola, aos 21 do segundo tempo. Antes, aos 17 da primeira etapa, Ewerthon havia marcado um golaço, com um chutaço de fora da área.

No fim, Marcel diminuiu para o Santos com mais um gol muito bonito. No fim, a bola passou por Deola e Vitor quase marcou contra, assustando a parte verde do estádio, que será utilizado pela equipe durante as reformas do Palestra Itália.

Venceu, convenceu por alguns minutos e empolgou. Dedo do chefe?

É esperar para ver.

Graças aos craques

In Brasileirão 2010, Palmeiras, SPFC on 29 de maio de 2010 at 22:49

4ª rodada – São Paulo 1×0 Palmeiras

Foto: Miguel Schincariol/Lance!

Fernandão marca, Rogério pega pênalti e o São Paulo vence o primeiro clássico em 2010.

Embalado, o São Paulo buscava sua primeira vitória em clássicos na temporada. Desfigurado, o Verdão de Jorge Parraga tentava manter o bom aproveitamento no Brasileirão.

No fim das contas, com brilho dos dois maiores diferenciais, o Tricolor conseguiu uma vitória magrinha, mas muito importante. Não apenas por ter sido a primeira diante de um grande rival, mas pela manutenção do ótimo momento vivido pelo time desde a chegada de Fernandão.

O camisa 15, por sinal, foi responsável por estufar as redes, aos 9 minutos da etapa complementar. Após jogada de Fernandinho, que substituiu o machucado Marlos ainda no primeiro tempo, Fernandão esticou o pé e abriu o placar.

Com poucas opções, o Palmeiras pouco conseguiu ameaçar a sólida defesa tricolor. A entrada de Souza na vaga de Cleiton Xavier, outro que sentiu dores no primeiro tempo, dificultou ainda mais a vida de Jorge Parraga.

As apostas nos garotos Vinícius e Gabriel Silva, titulares, não surtiram muito efeito. O atacante até vinha fazendo uma boa partida, mas acabou subtituído por Ivo, aos 22.

Depois dos 30, Paulo Henrique substituiu Souza e o Palmeiras partiu para o “tudo ou nada”. Mesmo sem um grande padrão, o time conseguiu criar duas boas chances.

Na primeira, Ivo recebeu na área, mas foi desarmado na bola por Cicinho. Há quem diga que o lateral são-paulino cometeu pênalti, mas o árbitro Marcelo Aparecido de Souza mandou seguir.

Pouco depois, aos 42, novo encontro entre Ivo e Cicinho, novamente sem falta. Não na visão do juizão, que marcou pênalti e deu amarelo ao lateral, que seria expulso no finzinho.

Na cobrança, o pesadelo recente dos palmeirenses reapareceu graças ao antigo ídolo dos são-paulinos. Ewerthon cobrou com força, mas Rogério Ceni saltou para o seu canto esquerdo e fez uma linda defesa, de mão trocada.

Em seguida, Richarlyson virou para o árbitro e desabafou, como se dissesse: ‘Invente quantos pênaltis quiser!’. O camisa 20 acabou advertido com cartão amarelo e está suspenso para a rodada do fim de semana.

Desanimado, o Verdão não conseguiu aproveitar o pouco tempo que restava.

Ao São Paulo, resta manter a pegada. Ao Palmeiras, correr atrás de reforços.

ATUAÇÕES – SÃO PAULO

01 Rogério Ceni Algumas defesas seguras e mais um pênalti defendido. Decisivo! NOTA DEZ

3 Alex Silva Como de costume, comandou a defesa em mais uma partida sem sofrer gols. NOTA 8,5

13 Xandão Seguro, não deixou o time sentir falta de Miranda. Ótima opção. NOTA 8,0

20 Richarlyson Outra atuação sem sustos. Não foi bem quando tentou se lançar ao ataque. NOTA 6,5

23 Cicinho Ainda está devendo. Continua tímido no apoio. O pênalti é duvidoso e a espulsão, consequentemente, é discutível. NOTA 5,5

2 Jean Menos tranquilo que Rodrigo Souto, errou alguns lances fáceis. NOTA 5,5

10 Hernanes Não manteve a média das últimas partidas e fez partida discreta. NOTA 5,5

16 Marlos Sofreu falta dura e saiu com dores no primeiro tempo. SEM NOTA

6 Júnior César Duelo equilibrado com Victor. Deu bom cruzamento para Fernandão, mas apareceu pouco. NOTA 5,5

25 Dagoberto Alguns bons lances, mas nada muito efetivo. NOTA 5,5

15 Fernandão Apareceu pouco até mostrar oportunismo e marcar o gol da vitória. NOTA 7,5

12 Fernandinho Fez ótima jogada no lance do gol, mas continua devendo inteligência em alguns lances. NOTA 6,0

7 Jorge Wagner Entrou para compor o meio-campo e dificultar uma possível pressão palmeirense. NOTA 5,0

Ricardo Gomes Manteve a equipe ideal e contou com a segurança defesa, além do brilho de Ceni e Fernandão, para vencer o primeiro clássico do ano. Boa aposta em Fernandinho na vaga de Marlos. NOTA 7,5

Doce despedida

In Brasileirão 2010, Palmeiras on 26 de maio de 2010 at 0:43

3ª rodada – Palmeiras 4×2 Grêmio

Na despedida do Palestra Itália, Verdão conquista boa vitória e confirma bom início.

Em clima de despedida, o Verdão do interino Jorge Parraga começou bem, tomou um susto, mas conseguiu uma ótima vitória sobre o Grêmio.

O duelo foi o último jogo de futebol realizado no Palestra Itália antes da reforma que derrubará o histórico e charmoso jardim suspenso e erguirá uma moderna arena no lugar. Além disso, a partida pode ter marcado a despedida do goleiro Marcos do estádio, já que ele deverá estar aposentado quando as obras forem concluídas.

Armado no 4-4-2, mas com muita força ofensiva pelas laterais, com Vitor e Armero, o Palmeiras não começou bem e chegou a ser pressionado pelos gaúchos, que tinham o importante desfalque do artilheiro Borges.

Depois de 15 minutos de tensão, o zagueiro Rodrigo protagonizou uma patacoada, caiu de maduro e ofereceu o primeiro gol do jogo a Ewerthon, após passe de calcanhar de Cleiton Xavier.

Auxiliado por Vinícius, bom substituto do demitido Robert, o camisa 88 do Verdão se destacou. Aos 29, marcou mais uma vez, em condição duvidosa, aproveitando rebote de Victor após chute de Vinícius. Dois minutos depois, no entando, a tensão voltou a tomar conta do jogo, já que Jonas chutou cruzado e diminuiu.

Marcos Assunção e Douglas se estranharam e foram expulsos, aos 45. No comecinho do segundo tempo, Hugo subiu mais que a defesa e desviou de cabeça para deixar tudo igual. Silêncio que poderia se transformar em vaia, mas virou apoio.

Com moral, o Verdão não se abalou e foi em busca do terceiro gol, que veio numa potente cabeçada de Maurício Ramos, aos 15.

Silas tentou colocar o Tricolor mais á frente, com a entrada de Maylson e William. Melhor em campo, o time da casa voltou a balançar as redes aos 25 minutos, com Cleiton Xavier aproveitando cruzamento rasteiro de Vinícius.

Contando com o apoio da torcida e com uma tranquilidade que há muito não se via, o Alviverde chegou aos 7 pontos na competição e despediu-se honrosamente do Palestra Itália, com um aproveitamento de 100% em dois jogos no BR-10.

Agora, a casa palestrina deve ser o Pacaembu. Vai manter a força?

Em polvorosa

In Palmeiras on 20 de maio de 2010 at 16:09

Noitada, discussão, informações desencontradas, afastamentos, demissões… O Palmeiras afunda na crise.

Depois do afastamento definitivo de Diego Souza, que não jogará mais pelo clube e deve ser negociado pela Traffic, a diretoria palmeirense teve de solucionar mais um problema.

Depois do empate diante do Vasco, os atletas foram liberados para curtir a noite carioca, mas deveriam retornar ao hotel até às 3h. No entanto, o diretor Seraphim Del Grande revelou que Robert e Ewerthon chegaram por volta das 5h30 e quiseram subir aos quartos acompanhados por mulheres, o que a recepção do hotel não permitiu.

Inconformado, Robert teria armado um escândalo com os funcionários, fato que irritou Antônio Carlos Zago. No ônibus, na ida para o aeroporto, o treinador cobrou o atleta e teria afirmado que voltaria a conversar quando ele ‘sarasse’, dando a entender que o atacante estava bêbado. Irritado, Robert teria partido para a agressão e causado enorme confusão no veículo, versão negada por Zago.

Luiz Gonzaga Belluzzo e toda a diretoria ficaram extremamente irritados e optaram pela demissão do jogador e de toda a comissão técnica, incluindo o técnico, que não gostou de ver a culpa depositada em apenas um jogador.

O vice de futebol, Gilberto Cipullo, garantiu que a demissão de Zago foi decidida em conjunto com ele e serve para evitar desgastes ainda maiores no futuro.

Galeano, que há pouco tempo assumiu a função de gerente de futebol, que era de Toninho Cecílio, chegou a ficar na corda bamba. Seraphim Del Grande afirmou que não trabalharia mais com o ex-jogador, já que este teria tentado esconder o fato da diretoria, mas acabou voltando atrás.

Agora, o Verdão corre atrás de um novo treinador. O nome preferido, claro, é Luiz Felipe Scolari, que está de saída do Bunyodkhor, seu atual clube, no Uzbequistão.

Mas será que o campeão do mundo topa o desafio de assumir o Palmeiras em meio a tanta bagunça?

Vamos aguardar.

Pobres torcedores…

In Brasileirão 2010, Palmeiras on 19 de maio de 2010 at 1:52

2ª rodada – Vasco 0x0 Palmeiras

Quase 9 mil guerreiros pagaram ingressos para acompanhar o show de horror em São Januário. Devem estar arrependidos.

Péssimo.

Esse é o adjetivo que melhor resume o que foi o jogo entre Vasco e Palmeiras, em São Januário.

Enquanto o Vasco trocava passes, chegava à frente e esbarrava nas próprias limitações, o Verdão assistia e também errava quando tinha a chance de contra-atacar.

O esforçado Élton não brilhou, mas mesmo assim foi o melhor jogador em campo. Coitado!

Nem o habilidoso Cleiton Xavier e o veterano Marcos escaparam do fantasma que aterrorizou o estádio vascaíno. No fim do primeiro tempo, os dois se enrolaram, caíram e quase deram um gol de presente ao Vasco.

Até quando a jogada parecia um pouco sofisticada, terminava mal. O lateral Vítor que o diga! Ele tentou recuar de peito para Marcos e quase surpreendeu o goleirão. Que fase…

Os técnicos bem que tentaram mudar o panorama da partida. Antônio Carlos colocou Bruno Paulo no lugar de Ewerthon e Marquinhos na vaga de Robert, mas nada mudou. Gaúcho, que passará a ser auxiliar de Celso Roth, novo técnico do Vascão, colocou Magno e Rafael Carioca de uma só vez, mas também não teve efeito.

Quando o promissor atacante Caique arriscou de longe e mandou a bola pela lateral, as esperanças de que uma jogada de lucidez pudesse acontecer acabaram.

Abram o olho!

A Série B é logo ali…

No limite

In Brasileirão 2010, Palmeiras on 11 de maio de 2010 at 0:47

1ª rodada – Palmeiras 1×0 Vitória

Sem Diego Souza, Verdão não encanta, perde até pênalti, mas estreia com vitória.

Na estreia pelo Brasileirão 2010, o Palmeiras deixou a desejar, mas conseguiu uma vitória que pode animar o elenco na busca por uma arrancada pré-Copa. Ou melhor, uma arrancada pré-reformulação.

Diego Souza, craque do campeonato do ano passado, mas excessivamente cobrado pela impaciente torcida palestrina, deve ser o primeiro a deixar o clube. Depois da confusão com a galera, da contusão mal explicada e do sumiço não justificado, o meia deve ser negociado pela Traffic.

Sem ele, a aposta é em Lincoln, que demonstra muita qualidade técnica, apesar de ainda estar longe da forma física ideal.

Diante do bom time do Vitória, o camisa 99 foi decisivo. Curiosamente, o gol salvador saiu quando a partida já se encaminhava para o fim, aos 33 minutos da segunda etapa, quando o meio-campista costuma estar cansado. Pode ser uma amostra de uma evolução física, que seria muito bem-vinda.

Antes de receber a bela assistência de Cleiton Xavier e bater cruzado, Lincoln e todo o sistema ofensivo palmeirense tiveram dificuldades para furar o bloqueio do time baiano, que ainda assustava em subidas esporádicas, principalmente quando a bola chegava no promissor atacante Júnior, que deu trabalho a Léo e Edinho.

Na frente, Robert esteve numa jornada infeliz. O atacante recebeu dois presentes de Ewerthon, mas não conseguiu balançar as redes. Primeiro, conseguiu perder um gol incrível, sem goleiro. Depois, chamou a responsabilidade e cobrou a penalidade sofrida pelo companheiro, mas parou na excelente defesa de Viáfara.

Depois dos erros, o centroavante saiu para a entrada do esforçado Paulo Henrique. O garoto Vinícius também entrou para ajudar a pressionar, na vaga de Pierre.

No fim das contas, a qualidade dos meias alviverdes decidiu. Destaque também para a boa estreia de Vítor, ex-Goiás.

Bom pelo resultado. O futebol ainda está fraquinho, fraquinho…

Nem com três milagres

In Copa do Brasil, Palmeiras on 8 de maio de 2010 at 21:04

Quartas – Atlético-GO (2) 1×0 (1) Palmeiras

Pierre é expulso e prejudica o Verdão, que perde por 1×0 e sucumbe nos pênaltis, mesmo com show de Marcos.

Marcos não quer mais ser chamado de Santo, mas continua fazendo milagre com a camisa do Verdão, principalmente quando o assunto é o temido tiro da marca da cal.

No jogo de volta das quartas-de-final da Copa do Brasil, o Verdão vinha conseguindo cozinhar o adversário, mas acabou fritado pela expulsão infantil de Pierre no segundo tempo.

Depois de um primeiro tempo sem graça, que poderia ter terminado com vitória palmeirense se o goleiro Márcio não tivesse feito bela defesa após chute de Márcio Araújo, o técnico Geninho resolveu mudar a postura do seu Atlético.

Já no intervalo, tirou o volante Agenor, que já tinha cartão amarelo, para a entrada do habilidoso Elias.

O Atlético esboçou uma melhora, mas não conseguia pressionar até a expulsão, aos 14 minutos.

Com o centroavante Marcão na vaga do sumido Rodrigo Tiuí, os donos da casa se aproveitaram do momento instável do rival paulista e abriram o placar numa jogada que coroou as alterações do treinador: Elias rolou para Marcão bater cruzado de fora da área e igualar o resultado do Palestra Itália.

Com Ivo no lugar do cansadíssimo Lincoln, Figueroa na posição do pendurado Marcos Assunção e Ewerthon na vaga do isolado Robert, o Verdão conseguiu evitar que o Dragão pressionasse e levar a decisão para os pênaltis, apostando na santidade de seu goleiro.

Marcos brilhou como sempre e defendeu nada menos que três cobranças, de Marcão, Róbston e Juninho.

No entanto, a incompetência dos cobradores foi maior. Márcio, arqueiro atleticano, além de converter sua cobrança (com paradinha), agarrou as batidas de Danilo, Ivo e Cleiton Xavier e ainda acertou o canto no chute de Figueroa, que foi pra fora.

A última cobrança da série coroou o melhor jogador da partida: Elias classificou os goianos, que enfrentarão o Vitória na semifinal.

Ao Palmeiras, resta resolver os problemas internos, como o de Diego Souza, por exemplo, e focar no Campeonato Brasileiro.

O primeiro semestre já acabou.

Caldeirão em polvorosa

In Copa do Brasil, Palmeiras on 2 de maio de 2010 at 0:54

Quartas – Palmeiras 1×0 Atlético-GO

Com maior público do ano, Palmeiras sofre para vencer e Diego Souza briga com a ‘Turma do Amendoim’.

A torcida palmeirense demonstrou apoio ao time e lotou o Palestra Itália para o primeiro jogo das quartas-de-final da Copa do Brasil.

No entanto, apesar da melhora, o time não empolgou e venceu o modesto Atlético-GO com muitas dificuldades, o que irritou a ‘Turma do Amendoim’. Diego Souza foi ‘pego para Cristo’, não gostou das críticas e saiu fazendo gestos obscenos.

O meia, craque do Brasileirão 2009, parece ser mais uma vítima dos corneteiros que já vaiaram Alex e Felipão, mas a história poderia ter sido diferente se Ewerthon, que havia entrado há pouco na vaga de Robert, não tivesse perdido um gol incrível após lindo passe do camisa 7, que realmente esteve sumido na maior parte do jogo.

O atacante Paulo Henrique, que entrou na vaga de Diego, curiosamente acabou sendo decisivo para a magra vitória alviverde.

Já nos acréscimos, ele recebeu em condição duvidosa, foi levemente puxado, perdeu um gol incrível e caiu. Quando parte da torcida já cornetava, Leonardo Gaciba apontou a marca da cal. Cleiton Xavier, de volta ao time, fez o grito de gol desentalar da garganta dos torcedores.

Os goianienses ficaram inconformados e partiram pra cima do árbitro. Além de não concordarem com a marcação do pênalti, eles reclamaram de um gol anulado aos 32 da etapa final, mas nem as câmeras de TV conseguiram determinar se a posição era legal ou não.

A vitória aconteceu e a vaga ficou mais próxima, mas o time ainda está longe de convencer.

Só para se ter uma ideia, olha só o que o meia Róbston, do Atlético, falou após a partida:

‘Jogamos melhor, fizemos o Marcos trabalhar e merecíamos a vitória. Perder pra um time desses aí? É brincadeira!’.

Que fase!

Na raça

In Copa do Brasil, Palmeiras on 23 de abril de 2010 at 17:22

Oitavas – Atlético-PR 1×1 Palmeiras

Verdão sofre com pênalti perdido e erro da arbitragem, mas Lincoln marca no fim e evita os pênaltis. Rival será o Atlético-GO.

A torcida atleticana compareceu e transformou a Arena da Baixada no tradicional ‘caldeirão’.

Ainda mais motivados pela confusão envolvendo Danilo e Manoel, no jogo do Palestra Itália, os atleticanos hostilizaram o zagueiro do Verdão e empurraram o time do início ao fim.

Dentro de campo, a vida dos paulistas poderia ter sido bem mais fácil. Logo aos 15 minutos, Lincoln foi derrubado por Bruno Costa. Pênalti, expulsão do zagueirão e fim de papo. Certo? Errado! Robert inventou uma paradinha, se atrapalhou e apenas recuou para o goleiro Neto.

O time conseguiu esfriar os ânimos dos donos da casa até o intervalo, quando Antônio Carlos colocou Ewerthon na vaga de Pierre, que já tinha amarelo e poderia ser expulso.

Leandro Niehues trocou um Mineiro pelo outro no comando do ataque: sai Alex, entra Bruno. Tartá, ex-Fluminense, também foi a campo para ajudar a pressionar. Deu certo!

Aos 34, Léo disputou a jogada com o adversário, que caiu e enganou o árbitro Gutemberg Fonseca. Pênalti inexistente convertido com extrema categoria por Alan Bahia.

Com o resultado, a vaga seria decidida nos pênaltis, mas o Verdão ainda tinha uma última carta na manga. Aos 43, Lincoln marcou o gol que garantiu o Alviverde nas quartas e calou a Arena.

Ou melhor: calou a maioria rubro-negra na Arena, já que os poucos palmeirenses explodiram em alegria.

Agora, um adversário teoricamente mais frágil. Caminho livre para as semi?