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Archive for the ‘Brasileirão 2010’ Category

Xiii, Felipão

In Brasileirão 2010, Palmeiras on 21 de julho de 2010 at 16:48

9ª rodada – Avaí 4×2 Palmeiras

Na estreia de Felipão, Palmeiras esbarra na boa fase do Avaí e perde na Ressacada

Luiz Felipe Scolari finalmente estreou no comando técnico do Palmeiras. Depois da ótima vitória sobre o Santos, com Murtosa no banco, a expectativa da torcida alviverde para o retorno oficial do ídolo não poderia ser melhor. No entanto, o Avaí fez valer a boa fase e, depois do São Paulo, derrotou mais um clube paulista.

Armado com Pierre, Marcos Assunção e Márcio Araújo na proteção da zaga, o Verdão apostou no avanço dos alas para atacar o time da casa. A estratégia deu certo no início, já que a equipe povoou o campo de ataque e abriu o placar com um dos laterais: Gabriel Silva, aproveitando rebote do goleiro após falta cobrada por Assunção.

Tudo parecia tranquilo para o Palmeiras, até que Caio deixou tudo igual aos 23 minutos, em jogada individual. Logo depois, Kleber teve ótima chance de recolocar os paulistas em vantagem, mas Patrick salvou em cima da linha. Quem não faz… Logo na sequência, Robinho virou o jogo.

O momento pareceu melhor novamente para o Palmeiras quando Leonardo Gaciba expulsou Pará, após falta dura em Márcio Araújo, ainda na primeira etapa. Com um a mais, os visitantes foram para o ataque e chegaram ao empate em cobrança de pênalti de Kléber. Quem diria? Um dos times que mais erra pênalti no futebol mundial acertou o pé. Sinal que que a fase após a chegada de Felipão mudou mesmo…Certo? Errado.

No melhor momento palmeirense na partida, a torcida exagerou na festa pelo empate, acendeu muitos sinalizadores e o jogo teve de ser paralisado em razão da grande quantidade de fumaça.  Na volta, os comandados de Felipão não viram a cor da bola.

Depois de acertar o travessão de Deola, Roberto sofreu pênalti de Léo, que acabou expulso. Na cobrança, o arqueiro palmeirense defendeu o chute de Caio, mas ele próprio pegou o rebote e balançou as redes. No fim, Deola saiu da área e acabou driblado por Roberto, sempre ele, e viu o adversário marcar o quarto gol dos catarinenses, definindo o placar.

Os palmeirenses chegaram a culpar a paralisação da partida pelo revés. A equipe realmente voltou muito mal e foi dominada pelos donos da casa mesmo em vantagem numérica.

Fato é que Felipão parece ter trabalho…

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Carlitos voltou?

In Brasileirão 2010, Corinthians on 21 de julho de 2010 at 16:31

9ª rodada – Corinthians 1×0 Atlético-MG

Timão sofre, mas bate o Atlético-MG graças ao ‘novo Carlitos’ e se isola na liderança.

O Corinthians encontrava dificuldades e era pressionado quando ele cortou para a perna esquerda, arriscou de fora da área e, contando com um desvio providencial da zaga, abriu o placar para o Corinthians, líder do Brasileirão.

A cena descrita a cima poderia facilmente ser atribuída a Carlitos Tevez, que tantas vezes salvou o Timão na campanha do título nacional em 2005. No entanto, o personagem da vez é Bruno César, principal destaque do Alvinegro na competição.

Apelidado de “Tevez do ABC” em seu ex-clube, o Santo André, pela semelhança física com o argentino, Bruno está no caminho certo para conquistar a Fiel: em seis jogos, marcou quatro gols. Um deles foi numa goleada contra o Santos, outro colocou o time na liderança isolada do torneio. Não tinha como ser melhor.

Na verdade, tinha. O Corinthians começou o jogo partindo para cima do Atlético-MG e, logo aos dois minutos, Werley derrubou Dentinho na área. Pênalti batido e desperdiçado por Chicão, que errou o alvo e mandou à esquerda de Fábio Costa.

Os próprios jogadores da equipe paulista reconheceram que a história do jogo poderia ter sido outra em caso de gol logo no princípio.

Sempre mais presente no campo de ataque, o Corinthians tinha grandes dificuldades para criar grandes lances. O Atlético, por sua vez, conseguia chegar com perigo. No fim do primeiro tempo, Neto Berola acertou o travessão após cruzamento de Leandro. Na segunda etapa, Ricardo Bueno disparou sozinho por duas vezes, mas falhou na finalização.

Depois do gol, o Galo voltou a partir para cima e tentar pressionar os donos da casa. A chance veio, mas Júlio César fez excelente após mais uma tentativa frustrada de Ricardo Bueno, agora com a cabeça.

Sem brilhar desta vez, o Timão chegou aos 21 pontos, dois a mais que o Fluminense. No embalo do ‘novo Carlitos’, que vai conquistando a galera apesar de jogar em outra posição e não ter a qualidade técnica do argentino, o Corinthians vai entrando firma na briga por um título no ano do centenário.

Tensão na Vila

In Brasileirão 2010, Santos on 21 de julho de 2010 at 16:14

9ª rodada – Santos 0x1 Fluminense

Foto: Douglas Aby Saber/AE

Santos volta a perder em dia de desentendimento entre Robinho e Wesley. Flu é vice-líder.

O Santos perdeu pela segunda vez em seu segundo jogo depois da parada da Copa do Mundo. A tensão ronda a Vila Belmiro às vésperas da grande final da Copa do Brasil, contra o Vitória.

Depois do Palmeiras, agora o algoz foi o Fluminense, em plena Baixad Santista. A equipe praiana não jogou mal, dominou o jogo e criou as melhores chances para abrir o placar, mas acabou levando um gol no contra-ataque e perdendo o jogo.

O grande problema foram as atuações dos jogadores diferenciados da equipe. Robinho voltou, Ganso atuou desde o início e Neymar também esteve em campo. Nenhum deles conseguiu brilhar. Para piorar, Neymar acabou substituído novamente. Desta vez não houve reclamação.

André, já negociado com o futebol ucraniano, é outro que ainda não voltou a mostrar seu faro de gol depois do Mundial e acabou substituído por Marcel, que aliás está ganhando espaço com o treinador. Nesta partida, ele acertou uma pancada no travessão e por pouco não espantou a pseudo-crise.

O Fluminense, agora vice-líder da competição, não tem nada a ver com os problemas santistas. Bem ao estilo Muricy, a equipe se segurou na defesa, saiu em velocidade e definiu a vitória com um gol de Alan, aos 32 minutos do segundo tempo: 1×0. Olho no Fluzão!

Já aos santistas deve-se pedir calma. A pequena série de derrotas fez com que muitas pessoas culpassem a marra de Neymar e o assédio da galera aos jovens. Esqueceram que o garoto foi campeão paulista e ajudou a levar o clube à final da Copa do Brasil mesmo com essa marra toda?

A briga entre Robinho e Wesley, que ganhou o noticiário nos últimos dias, também não parece ter sido nada grave. Claro que o celular do volante e o retrovisor do atacante, vítimas do desentendimento, serão substituídos com facilidade. O Santos não perdeu por isso.

Falta a equipe o mesmo ritmo de jogo do início da Copa e um pouco mais de malícia para fugir da marcação. Ou voc~es achavam que, depois de um primeiro semestre encantado, a garotada teria moleza diante dos marcadores? Diguinho que o diga.

“Eles são jogadores rápidos e a gente acaba tendo de parar as jogadas com faltas e recebendo o cartão amarelo. Consegui me controlar para continuar em campo até o fim e conquistar mais uma vitória importante”, disse o volante do Fluminense, principal responsável pela marcação dos homens de frente santistas.

Calma, torcedor. O Peixe vai melhorar.

Voltou (bem) pior

In Brasileirão 2010, SPFC on 18 de julho de 2010 at 15:53

9ª rodada – Vitória 3×2 São Paulo

Foto: Fernando Amorim/AE

Tricolor volta a jogar mal e perde novamente. Leão quebra jejum de nove anos sem vitórias sobre os paulistas.

O que o são-paulino mais temia parece realmente ter acontecido. O embalado Tricolor, que apresentou bom futebol a partir das quartas de final da Libertadores, quando destroçou o Cruzeiro, parece ter sofrido com a parada para a Copa do Mundo.

Após um mês dividido entre descanso e treinos, a equipe de Ricardo Gomes perdeu completamente o rumo: está sem padrão tática, com dificuldades na criação e problemas incompreensíveis na ótima defesa, que estava bem acertada antes do recesso, com o agora criticado Richarlyson improvisado por ali.

A única mudança do time que perdeu para Avaí e Vitória é a entrada de Jean na lateral direita, ocupando a vaga deixada por Cicinho. Todos sabem que o nível não foi mantido, já que o volante tem dificuldades pelo setor, mas o problema são-paulino depois da Copa está longe de ser só esse.

Na outra lateral, Júnior César fez duas partidas ruins, no ataque e na defesa. O trio de zagueiros não se encontra e o ataque só tem conseguido engrenar nos minutos finais da partida. Até o capitão Rogério Ceni parece estar sentindo os efeitos das férias.

Contra o Vitória, ficou parado no primeiro gol, anotado por Elkeson logo no começo do jogo; na cabeçada de Schwenck, logo aos dois do segundo tempo, poderia ter ido com mais firmeza; e no gol de Ramon (que completou 200 jogos pelo clube baiano) deixou o canto aberto e facilitou a vida do meio-campista.

O São Paulo teve dois bons momentos na partida e foi exatamente quando conseguiu marcar seus gols. No fim do primeiro tempo, a equipe povoou o campo de ataque e, apesar de não criar chances muito agudas, conseguiu empatar com um gol de Jean, de fora da área. Da metade do segundo tempo em diante, o time finalmente apresentou um bom volume de jogo, marcou um gol de cabeça com Fernandão e poderia até ter empatado.

As entradas de Cléber Santana e Fernandinho nos lugares de Marlos e Dagoberto melhoraram a equipe, mas os gols perdidos prejudicaram. O mais impressionante foi desperdiçado por Fernandão, após jogada de Fernandinho pela esquerda. Ele finalizou para fora, na pequena área, pouco antes de ser substituído por Washington.

Resumo da ópera: o Vitória quebrou um tabu de nove anos sem vencer o São Paulo, que precisa juntar os cacos e reencontrar o padrão de jogo para ter chances de passar pelo Inter, na Libertadores. Só a tradição e o Morumbi não parecem ser suficientes para mudarem esse cenário na competição continental.

Com a cara do chefe?

In Brasileirão 2010, Palmeiras, Santos on 17 de julho de 2010 at 4:46

8ª rodada – Palmeiras 2×1 Santos

Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Com Felipão nas tribunas da “nova casa”, Verdão vence o time sensação do primeiro semestre e empolga a torcida.

Luiz Felipe Scolari chegou ao Brasil há poucos dias e nem sequer esteve no banco de reservas do Palmeiras no duelo contra o Santos. Mesmo assim, a ótima vitória conquistada pelo Verdão é atribuída por muitos à chegada do novo chefe, que foi representado por Murtosa na beira do gramado. Será?

Já sem Cleiton Xavier, negociado com o futebol ucraniano, a equipe foi a campo com três volantes: Marcos Assunção, Edinho e Márcio Araújo. Pierre, machucado, também não pôde jogar, mas será o único remanescente do ótimo meio-campo que brilhou em boa parte de 2009 e até em 2010, com CX10 e Diego Souza, que foi para o Galo.

Aliás, a saída de Cleiton Xavier para um clube do segundo escalão da Ucrânia é incompreensível. A qualidade do jogador é inegável e sua passagem pelo Palmeiras foi muito positiva. Havia espaço para ele num mercado mais glamuroso, como o futebol alemão, por que não?

No Palmeiras, a vida já começou a seguir sem ele. Com a formação escolhida por Murtosa, os garotos do Santos não tiveram espaço para mostrarem o belo futebol da primeira metade do ano. Neymar, inclusive, foi substituído por Marcel no segundo tempo e saiu reclamando de Dorival Júnior. Aparenta se muito mimado o ótimo moleque do Peixe.

Outro ótimo moleque é Tinga, recém trazido da Ponte Preta. Ele estreou no Pacaembu, entrando no lugar Lincoln, e balançou as redes em um de seus primeiro toques na bola, aos 21 do segundo tempo. Antes, aos 17 da primeira etapa, Ewerthon havia marcado um golaço, com um chutaço de fora da área.

No fim, Marcel diminuiu para o Santos com mais um gol muito bonito. No fim, a bola passou por Deola e Vitor quase marcou contra, assustando a parte verde do estádio, que será utilizado pela equipe durante as reformas do Palestra Itália.

Venceu, convenceu por alguns minutos e empolgou. Dedo do chefe?

É esperar para ver.

Obrigado, Fluzão

In Brasileirão 2010, Corinthians on 17 de julho de 2010 at 4:28

8ª rodada – Ceará 0x0 Corinthians

Em duelo de líderes e boas defesas, Timão e Ceará ficam no zero e permanecem na ponta graças ao tropeço do Fluminense.

A defesa do Ceará impressiona. Em oito jogos, os nordestinos sofreram apenas um gol, originado num pênalti inexistente convertido por Neymar. Nesta quarta-feira, a ausência dos principais atacantes corinthianos colaborou para que os comandados de Estevam Soares não fossem vazados novamente.

Contundido, Dentinho ficou em São Paulo, assim como Ronaldo, que ainda não está em condições de jogo após a lesão na panturrilha, sofrida ainda antes da Copa do Mundo. Defederico e Iarley bem que tentaram, mas não têm a qualidade necessária para ostentarem a titularidade do Alvinegro.

Destaque positivo para Roberto Carlos, que voltou das férias aparentemente em forma e teve boa atuação, o que é praxe em sua passagem pelo clube. Danilo e Bruno César, dupla de meias que ganhou entrosamento durante o Torneio Amistoso Cidade de Londrina (perdido para o Atlético-PR), também merece elogios pela boa movimentação apresentada no Castelão.

Acima de todos, o substituto de Felipe: Júlio César. O goleiro corinthiano foi preterido por Rafael Santos durante o primeiro semestre e era última opção de Mano Menezes. Na volta do recesso, as coisas estão em seus devidos lugares e o prata da casa segue mostrando que tem qualidade.

Não fossem ele e a sorte, o Ceará teria vencido. Logo no começo do jogo, Misael conseguiu driblar o arqueiro, que se recuperou e conseguiu fazer ótima defesa. Aos 22 da etapa inicial, a melhor chance, com Ernandes, que cabeceou mal, dentro da pequena área.

No confronto da melhor defesa do campeonato com a quarta melhor, o resultado não poderia ter sido outro. Com o empate contra o Grêmio Prudente, o Fluminense perdeu a chance de assumir a ponta e a liderança continua duplamente alvinegra. Vantagem para o Corinthians, que tem um gol a mais de saldo.

Malucos

In Brasileirão 2010, SPFC on 17 de julho de 2010 at 4:14

8ª rodada – São Paulo 1×2 Avaí

Foto: Rubens Chiri/Site Oficial do SPFC

No aniversário do Tri, São Paulo perde em noite infeliz de Ricardo Gomes e do árbitro.

Um dos quatro melhores times da América voltou de ressaca ao Campeonato Brasileiro. O Tricolor foi derrotado pelo Avaí no primeiro dos quatro confrontos que antecedem os jogos com o Internacional, pelas semifinais da competição continental.

Por falar em competição continental, o dia 14 de julho é muito especial para os torcedores tricolores. Nesta data, há cinco anos, o clube conquistava seu terceiro título da Libertadores, numa vitória épica sobre o Atlético-PR, por 4×0, no Morumbi lotado.

O Tricolor foi escalado por Paulo Autori com Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Alex; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Amoroso e Luizão. O contestado Diego Tardelli, que hoje brilha no Atlético-MG, entrou durante a partida e marcou o último gol. Os outros foram de Amoroso, Fabão e Luizão, nesta ordem.

No banco atleticano estava Antônio Lopes, único dos personagens daquela noite de quinta-feira, ao lado de Rogério Ceni, a estar no Morumbi no 14 de julho de 2010. Em sua estreia pela equipe catarinense, o delegado levou os torcedores à loucura. Aliás, “loucura” foi o que não faltou nesta partida.

Para começar, a escalação de Jean como lateral direito é uma loucura. Com a saída de Cicinho e a dispensa de Adrián González, não restam opções à comissão técnica, mas o ótimo volante são-paulino é muito limitado atuando pelo lado do campo.

Mesmo com essa deficiência, o São Paulo não era ameaçado pelo oponente até a saída de Rodrigo Souto para a entrada de Cléber Santana. Richarlyson, que jogava como zagueiro, passou para o meio-campo e poucos minutos se passaram até o que o Avaí estivesse com dois gols de vantagem no placar, gols de Roberto e Vandinho.

Aos poucos, o Sampa se acertou e conseguiu diminuir com Hernanes, numa bomba de perna esquerda. Pouco depois, o camisa 10 quase marcou o segundo. Como prêmio pela boa atuação, foi descansar mais cedo e deu lugar a Washington.

Como assim, Ricardo Gomes? Tirar o principal armador do time, que vinha jogando bem e, como ele mesmo falou, não estava cansado ou contundido, é uma loucura, professor!

Outro maluco é o árbitro Francisco Carlos Nascimento, que marcou falta fora da área num lance em que Dagoberto foi claramente derrubado dentro dela. Na cobrança, Rogério Ceni levantou a galera, mas preferiu fazer um cruzamento a tentar o gol. Outra maluquisse!

Em noite incomum, o São Paulo teve mais erros do que acertos. De bom, ficam os 20 minutos finais. De resto, Ricardo Gomes deve encontrar dificuldades para corrigir em 13 dias o que não conseguiu em 30.

ATUAÇÕES

Aprovados: Marlos e, principalmente, Hernanes. Não dá para entender a saída do camisa 10.

Reprovados: Jean não foi bem no lugar de Cicinho e Ricardo Gomes foi infeliz nas substituições.

Resumo da 4ª rodada

In Brasileirão 2010 on 29 de maio de 2010 at 23:04

Inexplicavelmente, a rodada do meio de semana reservava os dois primeiros grandes clássicos do campeonato.

No Morumbi, assim como no Maracanã, as arquibancadas estiveram longe da lotação máxima. Melhor para os tricolores que presenciaram as boas vitórias de seus times sobre os rivais. O São Paulo bateu o Palmeiras e o Flu venceu o Fla, com show de Conca e gol do goleiro Bruno.

Destaque também para o show de gols no Barradão e para o primeiro ponto conquistado pelo Goiás.

A rodada teve média de 2,3 gols por partida e deixou a classificação assim:

Corinthians – 10 pontos

Santos – 8

Cruzeiro – 8

Ceará – 8

Avaí – 7

Botafogo – 7

São Paulo – 7

Palmeiras – 7

Fluminense – 6

Atlético-MG – 6

Flamengo – 5

Guarani – 5

Grêmio – 4

Vitória – 4

Atlético-PR – 4

Vasco – 4

Grêmio Prudente – 4

Internacional – 3

Atlético-GO – 1

Goiás – 1

Quarta-feira, 26 de maio

VITÓRIA 4×3 ATLÉTICO-MG – Barradão

GOLS: Schwenck (3) e Evandro (Vit); Muriqui, Ricardinho e Diego Tardelli (CAM)

GRÊMIO 3×0 AVAÍ – Olímpico

GOLS: Jonas (2) e Fábio Rockemback

FLUMINENSE 2×1 FLAMENGO – Maracanã

GOLS: Rodriguinho e Conca (Flu); Bruno (Fla)

SÃO PAULO 1×0 PALMEIRAS – Maracanã

GOL: Fernandão

GRÊMIO PRUDENTE 2×2 CORINTHIANS – Prudentão

GOLS: Wanderley e Diego (Grê); William e Bruno César (Cor)

SANTOS 3×1 GUARANI – Vila Belmiro

GOLS: Neymar, Marcel e André (San); Baiano (Gua)

CRUZEIRO 1×0 BOTAFOGO – Mineirão

GOL: Thiago Ribeiro

Quinta-feira, 27 de maio

VASCO 3×2 INTERNACIONAL – São Januário

GOLS: Andrezinho (2) para o Inter; Elton, Philippe Coutinho e Nilton (Vas)

ATLÉTICO-PR 2×1 ATLÉTICO-GO – Arena da Baixada

GOLS: Paulo Baier e Wagner Diniz (CAP); Elias (ATL-GO)

GOIÁS 0x0 CEARÁ – Serra Dourada

Graças aos craques

In Brasileirão 2010, Palmeiras, SPFC on 29 de maio de 2010 at 22:49

4ª rodada – São Paulo 1×0 Palmeiras

Foto: Miguel Schincariol/Lance!

Fernandão marca, Rogério pega pênalti e o São Paulo vence o primeiro clássico em 2010.

Embalado, o São Paulo buscava sua primeira vitória em clássicos na temporada. Desfigurado, o Verdão de Jorge Parraga tentava manter o bom aproveitamento no Brasileirão.

No fim das contas, com brilho dos dois maiores diferenciais, o Tricolor conseguiu uma vitória magrinha, mas muito importante. Não apenas por ter sido a primeira diante de um grande rival, mas pela manutenção do ótimo momento vivido pelo time desde a chegada de Fernandão.

O camisa 15, por sinal, foi responsável por estufar as redes, aos 9 minutos da etapa complementar. Após jogada de Fernandinho, que substituiu o machucado Marlos ainda no primeiro tempo, Fernandão esticou o pé e abriu o placar.

Com poucas opções, o Palmeiras pouco conseguiu ameaçar a sólida defesa tricolor. A entrada de Souza na vaga de Cleiton Xavier, outro que sentiu dores no primeiro tempo, dificultou ainda mais a vida de Jorge Parraga.

As apostas nos garotos Vinícius e Gabriel Silva, titulares, não surtiram muito efeito. O atacante até vinha fazendo uma boa partida, mas acabou subtituído por Ivo, aos 22.

Depois dos 30, Paulo Henrique substituiu Souza e o Palmeiras partiu para o “tudo ou nada”. Mesmo sem um grande padrão, o time conseguiu criar duas boas chances.

Na primeira, Ivo recebeu na área, mas foi desarmado na bola por Cicinho. Há quem diga que o lateral são-paulino cometeu pênalti, mas o árbitro Marcelo Aparecido de Souza mandou seguir.

Pouco depois, aos 42, novo encontro entre Ivo e Cicinho, novamente sem falta. Não na visão do juizão, que marcou pênalti e deu amarelo ao lateral, que seria expulso no finzinho.

Na cobrança, o pesadelo recente dos palmeirenses reapareceu graças ao antigo ídolo dos são-paulinos. Ewerthon cobrou com força, mas Rogério Ceni saltou para o seu canto esquerdo e fez uma linda defesa, de mão trocada.

Em seguida, Richarlyson virou para o árbitro e desabafou, como se dissesse: ‘Invente quantos pênaltis quiser!’. O camisa 20 acabou advertido com cartão amarelo e está suspenso para a rodada do fim de semana.

Desanimado, o Verdão não conseguiu aproveitar o pouco tempo que restava.

Ao São Paulo, resta manter a pegada. Ao Palmeiras, correr atrás de reforços.

ATUAÇÕES – SÃO PAULO

01 Rogério Ceni Algumas defesas seguras e mais um pênalti defendido. Decisivo! NOTA DEZ

3 Alex Silva Como de costume, comandou a defesa em mais uma partida sem sofrer gols. NOTA 8,5

13 Xandão Seguro, não deixou o time sentir falta de Miranda. Ótima opção. NOTA 8,0

20 Richarlyson Outra atuação sem sustos. Não foi bem quando tentou se lançar ao ataque. NOTA 6,5

23 Cicinho Ainda está devendo. Continua tímido no apoio. O pênalti é duvidoso e a espulsão, consequentemente, é discutível. NOTA 5,5

2 Jean Menos tranquilo que Rodrigo Souto, errou alguns lances fáceis. NOTA 5,5

10 Hernanes Não manteve a média das últimas partidas e fez partida discreta. NOTA 5,5

16 Marlos Sofreu falta dura e saiu com dores no primeiro tempo. SEM NOTA

6 Júnior César Duelo equilibrado com Victor. Deu bom cruzamento para Fernandão, mas apareceu pouco. NOTA 5,5

25 Dagoberto Alguns bons lances, mas nada muito efetivo. NOTA 5,5

15 Fernandão Apareceu pouco até mostrar oportunismo e marcar o gol da vitória. NOTA 7,5

12 Fernandinho Fez ótima jogada no lance do gol, mas continua devendo inteligência em alguns lances. NOTA 6,0

7 Jorge Wagner Entrou para compor o meio-campo e dificultar uma possível pressão palmeirense. NOTA 5,0

Ricardo Gomes Manteve a equipe ideal e contou com a segurança defesa, além do brilho de Ceni e Fernandão, para vencer o primeiro clássico do ano. Boa aposta em Fernandinho na vaga de Marlos. NOTA 7,5

O primeiro empate

In Brasileirão 2010, Corinthians on 29 de maio de 2010 at 22:17

4ª rodada – Grêmio Prudente 2×2 Corinthians

Mano mexe no time, que continua jogando pro gasto e fica no empate.

O Timão entrou na rodada como a única equipe que ainda possuía 100% de aproveitamento, mas o técnico Mano Menezes sabia que a equipe, apesar das vitórias, ainda estava devendo.

No entanto, as mudanças feitas pelo treinador não foram suficiente para que a equipe melhorasse. Pelo contrário. Ainda menos agressivo que de costume, o Alvinegro dependia das bolas paradas para assustar o goleiro Márcio.

Pudera. No meio-campo, um trio de volantes composto por Ralf, Elias e Paulinho, que ganhou a vaga de Jucilei. Na frente, um trio ofensivo composto por Dentinho, Souza e Defederico, que reapareceu no time após um longo período afastado e, novamente, ficou devendo futebol.

Com sérios problemas de criação, o Alvinegro não conseguiu conter o ímpeto ofensivo dos donos da casa e saiu perdendo. Já aos 18 minutos, Wanderley aproveitou cruzamento de Wanderley e bateu de primeira: 1×0.

E poderia ser pior se o árbiro Paulo César de Oliveira tivesse visto o pênalti de Ralf em em Wesley, pouco tempo depois. O Corinthians também reclamou de um toque de Dênis em Paulinho, dentro da área, mas o juizão mandou o jogo seguir.

A arbitagem voltou a falhar no lance que originou o gol de empate do Corinthians. Após falta cruzada na área, Chicão pegou rebote em impedimento e iniciou a jogada que culminou na finalização de William, 1×1.

O gol animou o Coringão, que quase virou o jogo em mais um lance de William, que obrigou Márcio a fazer grande defesa.

Aos 44, no entanto, Diego cobrou falta e Felipe ficou sem reação. Prudente na frente de novo.

No segundo tempo, Mano Menezes foi expulso por reclamação, mas foi decisivou para o novo empate do clube.

Das tribunas, ele promoveu a entrada de Bruno César, aos 27 minutos, na vaga de Elias. Um minuto depois, o estrante bateu falta na área e Dênis marcou contra. O árbitro deu o gol para o corinthiano, que vibrou muito.

E foi por pouco que outra aposta de Mano não decidiu a partida. Jorge Henrique, que reclamou de não ter recebido explicações sobre a saída do time titular, entrou no lugar de Defederico e encontrou tempo para acertar a trave e assustar o goleiro Márcio.

Mas ficou nisso.

Jogando feio, o Alvinegro somou mais um pontinho fora de casa, mas precisa melhorar para sonhar com a conquista.