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Aperitivo indigesto

In Corinthians on 28 de abril de 2010 at 0:42

Amistoso – Botafogo 3×1 Corinthians

Antes dos duelos decisivos contra o Fla, Timão escala os reservas para entregarem as faixas ao Botafogo. Joel fica e vence: 3×1.

Numa iniciativa do patrocinador, o Corinthians foi convidado para entregar as faixas de campeão carioca ao Botafogo. Aliás, lembram dos meus palpites do começo do ano!? Apostei no Fogão no Estadual!

Antes da chegada de Joel Santana, que acaba de recusar uma proposta para voltar ao Flamengo, poucos imaginavam que a hegemonia flamenguista poderia ser quebrada por outro time que não o Vasco, campeão da série B, ou o Fluminense, empolgado com a reação histórica do BR-09.

Pois é, acertei!

E nada melhor do que vencer um dos mais tradicionais clubes do Brasil para comemorar a conquista.

O Timão entrou em campo com o time reserva, mas a torcida botafoguense, que compareceu em bom número ao Engenhão, não quis nem saber.

Depois de muitos gols perdidos pela equipe paulista, o ídolo Loco Abreu abriu o placar aos 44, bem ao seu estilo, com uma cabeçada certeira.

Na primeira chance do segundo tempo, os donos da casa ampliaram com Edno, que saiu do Parque São Jorge pela porta dos fundos. O meia cobrou falta com muita força e contou com a ajuda de Rafael Santos, que não consegue convencer os torcedores.

Dez minutos mais tarde, outro ex-corinthiano balançou as redes. Herrera aproveitou cruzamento da esquerda e completou de cabeça para o gol.

Pelo resultado, dá pra imaginar que o Fogão passeava em campo, mas não foi bem assim. Os reservas do Corinthians demonstraram falta de ritmo, mas conseguiram criar boas oportunidades. Faltou pontaria!

Alessando, de volta ao time, perdeu gol feito no primeiro tempo. Souza, Defederico, Jorge Henrique e até o estreante Paulinho, volante que veio do Bragantino, também tiveram suas chances.

No fim, Souza, o ‘rei dos amistosos’, finalmente conseguiu balançar as redes. 3×1!

Destaque para a volta de Bruno Octávio e para a promoção de Taubaté. Ambos entraram no final.

Escudero, Edu, Mattos, Dodô e Balbuena, que andavam encostados, também ganharam suas chances, mas não foram bem.

Mas quarta-feira, pela Libertadores, é outro papo.

Parabéns ao Fogão. Boa sorte, Timão.

Atuações da decisão

In Paulistão 2010, Santos on 27 de abril de 2010 at 22:24

SANTOS

Felipe A falta cobrada por Bruno César foi no seu canto. Não pode! NOTA 5,0

Pará Não repetiu a ótima atuação da semifinal, mas deu passe brilhante para Wesley. NOTA 6,5

Edu Dracena Teve dificuldades para marcar o rápido Rodriguinho. Fez falta boba que originou o gol. NOTA 5,0

Durval Assim como Dracena, teve problemas com a velocidade do Ramalhão. Chegou atrasado em vários lances. NOTA 5,5

Léo Um dos poucos lúcidos no primeiro tempo. No segundo, não foi muito incisivo. NOTA 6,5

Arouca Foi, mais uma vez, um leão no meio campo. Ótimas roubadas de bola. NOTA 7,0

Wesley Sumido durante boa parte do primeiro tempo, levou o amarelo que o tira do segundo jogo. No segundo, pela direita, fez dois gols e decidiu. NOTA 8,5

Marquinhos Peça nula no primeiro tempo, melhorou no segundo, mas pouco produziu. NOTA 4,5

Paulo Henrique Outro que não criou nada na etapa inicial. No segundo tempo, melhorou, participou mais e deu uma assistência. NOTA 6,5

Neymar Não era dia dele. Logo no começo, sofreu um pisão no tornozelo. Depois, na única jogada em que apareceu, sofreu pênalti não marcado e machucou o olho. NOTA 3,0

Robinho Tentou, mas não criou muito no primeiro tempo e ainda perdeu ótima chance. Na segunda etapa, foi melhor, usou a experiência e deu assistência. NOTA 6,0

André Decisivo! Entrou no intervalo, fez o seu, participou do segundo gol e ainda provou a expulsão de Toninho. NOTA 8,5

Mádson Entrou para contra-atacar, mas não foi bem e desperdiçou bons lances. NOTA 4,0

Zé Eduardo Jogou pouco. SEM NOTA

Dorival Júnior Apostou no time da semifinal, mas foi surpreendido no primeiro tempo. No intervalo, apostou em André e inverteu a posição de Pará e Wesley. Perfeito! No fim, a aposta em Mádson poderia ter liquidado a disputada, mas o baixinho desperdiçou bom contra-ataque. NOTA 9,0

***

SANTO ANDRÉ

Júlio César Não fez milagres nos gols santistas. NOTA 5,0

Cicinho Não foi muito presente no ataque. Regular na marcação. NOTA 5,0

Cesinha O melhor da zaga, não precisou distribuir pontapés para marcar os santistas. NOTA 7,0

Toninho Bateu muito, levou amarelo por reclamação e acabou expulso no segundo tempo. NOTA 3,0

Rômulo Outro que exagerou nas pancadas, quase fez um gol de placa e participou da jogada do tento de Rodriguinho, mas viu Wesley deitar e rolar em suas costas. NOTA 5,5

Alê O ex-são-paulino deu conta do recado na marcação, mas falhou na saída de bola. NOTA 6,0

Gil Depois de um começo ruim, melhorou na segunda etapa e participou do segundo gol. NOTA 5,5

Branquinho Um dos destaques do time, correu muito e criou bons lances. Está na mira dos grandes. NOTA 7,0

Bruno César O melhor do Santo André, fez um gol e deixou Nunes na cara de Felipe para decidir. Vai jogar no Corinthians. NOTA 8,0

Rodriguinho Abusou da velocidade e foi premiado com um gol sem querer. NOTA 7,0

Nunes Sofreu a falta que originou o gol de Bruno César, mas chutou fora a bola do jogo. NOTA 6,0

Pio Entrou quando o Santos dominava. Limitou-se a bater todas as faltas e escanteios. NOTA 5,5

Halisson Entrou para ajudar na marcação após a expulsão. Fez o que pôde. NOTA 6,0

Sérgio Soares Treinador revelação do Paulistão, armou um time corajoso e muito disciplinado taticamente. Deu canseira no Santos e merecia melhor sorte no primeiro tempo. No segundo, o time recuou e não aguentou, mas ainda foi valente e diminuiu. Ainda sonha. NOTA 7,5

Graças a Dorival

In Paulistão 2010, Santos on 27 de abril de 2010 at 21:48

Final – Santo André 2×3 Santos

Se faltou alegria e inspiração no primeiro tempo, sobrou disposição após a bronca de Dorival no vestiário. Suspenso, Wesley decide!

A safra é ótima, mas o Santos não chegaria ao estágio em que chegou se não tivesse um grande comandante no banco de reservas.

Na primeira partida da final paulista, os Meninos da Vila foram surpreendidos por um Santo André muito bem armado por Sérgio Soares, mas se aproximaram do título depois de uma bronca e de duas apostas certeiras de seu treinador.

O time desceu para o intervalo de cara amarrada. Os principais jogadores não conseguiram jogar e o melhor time do Brasil em 2010 foi dominado. Aos 34 minutos, Bruno César abriu o placar cobrando falta no canto de Felipe, que aceitou.

E poderia ter sido pior se Rômulo conseguisse concluir com perfeição a linda jogada que fez, driblando quase todo o time santista; ou se Nunes acertasse o ângulo que tentou após mais uma das belas enfiadas de Bruno César.

Para complicar ainda mais, Neymar levou a pior em lance duvidoso dentro da área. Atingido por Toninho, ele acabou atingindo o próprio olho na queda e teve de ser substituído no intervalo, com um sangramento na íris (parte colorida do olho).

E aí brilhou a estrela de Dorival Júnior. Para o lugar da Joia, ele optou por André, que deu conta do recado e empatou o jogo logo aos 12 minutos, de cabeça, após cruzamento de Paulo Henrique.

Muito mais ligado e com seriedade, o Peixe não deixou os andreenses respirarem e aproximou-se do título com dois gols de Wesley, que poderia não ter voltado para o segundo tempo, não fosse a confiança depositada pelo treinador em seu futebol.

Abalado com o terceiro cartão amarelo que tomou no primeiro tempo e com a consequente suspensão da partida decisiva, o volante entrou cabisbaixo no vestiário e ouviu de Dorival que ainda poderia decidir o jogo e até o título.

Ele foi a campo e passou a atuar bem aberto pela direita, quase como um ala, protegido por Pará. Em duas escapadas, mostrou que o professor estava certo mais uma vez.

Aos 16, o passe foi de Robinho. Aos 24, com assistência de Pará, que saiu para a entrada de Mádson, numa clara demonstração da maior virtude desse time: nunca se acomodar com a vantagem.

Dessa vez, no entanto, o tiro acabou saindo pela culatra, graças ao adversário que não desistiu e conseguiu diminuir, mesmo com um homem a menos (Toninho foi expulso após uma gravata em André).

Aos 37, Rômulo deixou Ganso para trás e cruzou para Gil, que acertou a trave. No rebote, a bola bateu em Rodriguinho e entrou.

O ótimo Santo André ainda acredita no título, mas será difícil impedir a coroação do Santos, que mesmo sem brilhar (tanto), conseguiu ampliar sua vantagem.

Graças a Dorival!

Vem aí: Clássico dos Milhões

In Libertadores 2010, SPFC on 23 de abril de 2010 at 18:15

Fase de Grupos – Corinthians 1×0 Medellín

Novamente, Timão joga o suficiente pra vencer. Equipe garante a melhor campanha e pega o Flamengo nas oitavas.

Os deuses do futebol reservaram para a Libertadores o duelo entre os craques Ronaldo e Adriano.

No Brasileiro do ano passado, quando o Imperador jogou, o Fenômeno só assistiu. E vice-versa. As diretorias até tentaram organizar um amistoso na Palestina, que nem sequer saiu do papel.

Agora, quem diria?, o Corinthians terminou a primeira fase da Libertadores com a melhor campanha. Já o Flamengo, que vive um período de instabilidade, conseguiu a última vaga graças a uma combinação de resultados.

Maracanã e Pacaembu, então, receberão pequenas parcelas da multidão que ficará ligada no grande clássico, reedição de um fatídico encontro na Libertadores 1991, que ficou conhecido como ‘Noite das Garrafadas’.

O JOGO

O Corinthians entrou em campo consciente de que uma vitória ou um empate lhe dariam ‘o prêmio’ de enfrentar um grande clube brasileiro já nas oitavas.

O time de Mano Menezes, no entanto, não quis saber de fabricar resultado e começou pressionando os colombianos, mesmo sem Ronaldo, substituído por um não menos discreto Iarley.

Sem grande poder de fogo, o Timão contou com o zagueiro Valencia, do Independiente, para garantir a vitória. Logo aos 22 do primeiro tempo, Roberto Carlos cobrou lateral para a área, William desviou de cabeça e o colombiano marcou contra.

Antes disso, o experiente Bobadilla havia feito boa defesa após toque de peito de Dentinho e tomado um susto após uma pancada de Roberto Carlos, que explodiu no travessão.

Aliás, o travessão também impediu que Chicão ampliasse o marcador no segundo tempo e a vitória foi magrinha mesmo, suficiente para coroar a campanha irretocável do Alvinegro.

Agora, com a volta de Ronaldo, a previsão é de dois grandes jogos contra os cariocas.

Que vença o melhor!

Xô, asa negra

In Libertadores 2010, SPFC on 23 de abril de 2010 at 17:57

Fase de Grupos – São Paulo 1×0 Once Caldas

Com dificuldades, Tricolor bate o Once Caldas pela primeira vez e se classifica em primeiro, com a segunda melhor campanha. Ricardo é hostilizado.

O São Paulo conseguiu vencer o Once Caldas pela primeira vez em sua História, chegou aos 13 pontos e classificou-se em primeiro lugar, com a segunda melhor campanha.

Mas nem tudo são flores no Morumbi.

A torcida, que lotou o estádio, mostrou que está com o time na briga pelo tetra, mas hostilizou o técnico Ricardo Gomes, que novamente deixou Washington no banco.

Com três velocistas no setor ofensivo, o Sampa começou bem, mas a desorganização logo tomou conta do gramado. Com Hernanes e Jorge em noite pouco inspirada, Marlos, Dagoberto e Fernandinho abusaram do individualismo e pouco assustaram o goleiro Martínez. Faltava uma referência e a galera pedia Washington.

Curiosamente, o Sampa conseguiu furar o bloqueio colombiano aos 40 minutos, justamente numa jogada construída pelos três homens de ataque: Dagoberto lançou, Marlos ganhou do zagueiro e enrolou-se com a bola, que sobrou para Fernandinho estufar as redes.

Com a mesma formação, os donos da casa continuaram produzinho pouco. Pra piorar, os colombianos gostaram do jogo e começaram a considerar a possibilidade de atacar e buscar o empate.

Para fechar o meio e evitar a pressão, Gomes tirou Fernandinho e colocou Jean. O time, porém, não se acertou e a substituição acabou chamando os rivais para o ataque. Chamado de burro, Gomes voltou atrás depois que Castrilón chegou acertou a trave de Rogério. Washington na vaga de Jorge Wagner.

Com um homem de referência, o time mostrou-se mais equilibrado e conseguiu segurar a bola no campo de ataque. Mas Rogério Ceni continuou tendo trabalho.

No fim, Cléber Santana entrou na vaga de Hernanes para ajudar na marcação e o São Paulo conseguiu segurar o resultado, apesar de insistir em cometer faltas próximas à área nos minutos finais dos confrontos.

Burrou ou não, Ricardo Gomes conduziu o São Paulo à sua melhor pontuação na fase de grupos desde 2004, quando o time comandado por Cuca classificou-se com 15 pontos.

O próximo rival será o Universitario, do Peru.

ATUAÇÕES

01 Rogério Ceni Quando exigido, foi muito seguro. Deu sorte com a bola na trave. NOTA 8,0

23 Cicinho Foi ao ataque no primeiro tempo, mas não conseguiu criar muito. No segundo, jogou mais recuado e sofreu com bolas nas costas. NOTA 5,5

3 Alex Silva Ótimo nas bolas altas, foi um dos melhores do time, mais uma vez. NOTA 8,5

5 Miranda Sofreu com a velocidade de Moreno, mas teve uma boa atuação. NOTA 7,0

20 Richarlyson Na marcação, não comprometeu. No apoio, errou demais. NOTA 5,0

18 Rodrigo Souto O maior responsável pela marcação no meio-campo. Foi eficiente. NOTA 6,5

10 Hernanes Sem inspiração, ajudou na marcação. Errou muitos passes e pouco chutou a gol. NOTA 5,5

7 Jorge Wagner Outro que não teve boa participação. Foi importante na marcação. NOTA 5,5

16 Marlos Participativo, alternou boas jogadas com excesso de individualismo. Fez a jogada do gol e desperdiçou contra-ataque no segundo tempo. NOTA 6,0

12 Fernandinho Flutuando pelos dois lados, não vinha bem até marcar o gol decisivo. NOTA 6,0

25 Dagoberto Entrou com vontade, mas caiu de rendimento no decorrer do jogo. Furada incrível no começou. NOTA 6,0

2 Jean Entrou para fechar o meio, mas o time não ajudou. Teve dificuldades. NOTA 5,0

9 Washington Fez bem o papel de referência, que estava faltando, mas não teve chances para marcar. NOTA 6,0

8 Cléber Santana Entrou no fim para fazer número na marcação. SEM NOTA

Ricardo Gomes A escalação de três homens velozes não se mostrou eficiente, principalmente pela noite ruim de Hernanes e Jorge Wagner. Richarlyson na lateral também não parece ser a melhor opção. Foi xingado pela torcida ao colocar Jean na vaga de Fernandinho, mas a ideia da alteração foi boa. Depois, consertou com Washington e confirmou a ótima campanha. NOTA 5,0

Telê Santana No dia em que sua morte completou 4 anos, foi homenageado pela torcida. Telê é eterno no Morumbi.


Na raça

In Copa do Brasil, Palmeiras on 23 de abril de 2010 at 17:22

Oitavas – Atlético-PR 1×1 Palmeiras

Verdão sofre com pênalti perdido e erro da arbitragem, mas Lincoln marca no fim e evita os pênaltis. Rival será o Atlético-GO.

A torcida atleticana compareceu e transformou a Arena da Baixada no tradicional ‘caldeirão’.

Ainda mais motivados pela confusão envolvendo Danilo e Manoel, no jogo do Palestra Itália, os atleticanos hostilizaram o zagueiro do Verdão e empurraram o time do início ao fim.

Dentro de campo, a vida dos paulistas poderia ter sido bem mais fácil. Logo aos 15 minutos, Lincoln foi derrubado por Bruno Costa. Pênalti, expulsão do zagueirão e fim de papo. Certo? Errado! Robert inventou uma paradinha, se atrapalhou e apenas recuou para o goleiro Neto.

O time conseguiu esfriar os ânimos dos donos da casa até o intervalo, quando Antônio Carlos colocou Ewerthon na vaga de Pierre, que já tinha amarelo e poderia ser expulso.

Leandro Niehues trocou um Mineiro pelo outro no comando do ataque: sai Alex, entra Bruno. Tartá, ex-Fluminense, também foi a campo para ajudar a pressionar. Deu certo!

Aos 34, Léo disputou a jogada com o adversário, que caiu e enganou o árbitro Gutemberg Fonseca. Pênalti inexistente convertido com extrema categoria por Alan Bahia.

Com o resultado, a vaga seria decidida nos pênaltis, mas o Verdão ainda tinha uma última carta na manga. Aos 43, Lincoln marcou o gol que garantiu o Alviverde nas quartas e calou a Arena.

Ou melhor: calou a maioria rubro-negra na Arena, já que os poucos palmeirenses explodiram em alegria.

Agora, um adversário teoricamente mais frágil. Caminho livre para as semi?

Relaxou, mas passou

In Copa do Brasil, Santos on 23 de abril de 2010 at 17:06

Oitavas – Guarani 3×2 Santos

Reservas vacilam, mas Peixe garante a classificação de maneira tranquila.

Com o massacre por 8×1 na Vila, o Santos pôde se dar ao luxo de escalar uma equipe recheada de reservas no Brinco de Ouro.

As presenças de Felipe e André não evitaram a derrota por 3×2, mas a classificação, claro, está garantida. Os galácticos da Vila voltam a campo na próxima fase, contra o Atlético-MG de Luxemburgo, que chamou o craque Neymar de ‘Filé de Borboleta’ no ano passado.

Imagina só uma eventual comemoração de gol da Joia? Vai bater as asinhas?

O JOGO

Depois de um primeiro tempo sem graça, o Guarani foi pra cima e o lateral direito Da Silva abriu o placar logo aos 6 minutos da etapa final.

A vantagem era irreversível, mas o Peixe não deixou o adversário gostar do jogo. O venezuelano Breitner empatou o jogo cinco minutos mais tarde e o lateral Alex Sandro virou o jogo aos 20. Foi o segundo gol dele com a camisa do Santos.

Com o placar favorável, Dorival trocou a dupla de ataque: o arisco Breitner e o sumido André saíram para as entradas do Messias Giovanni e de Marcel. Nenhum dos dois conseguiu brilhar.

Para piorar, Zezinho, que havia entrado na vaga de Mádson, desentendeu-se com Maycon e acabou expulso pelo árbitro Elcio Paschoal Borborema. O santista foi agredido com uma cabeçada e nem sequer revidou, mas levou o vermelho mesmo assim.

Waguinho Dias resolveu fazer sua última aposta nessa Copa do Brasil e colocou Richard Falcão no lugar de Anderson Costa.

A mudança foi providencial. O centroavante entrou inspirado e marcou dois gols em menos de dez minutos, garantindo uma despedida honrosa ao Bugre.

Já o Peixe, que perdeu uma invecibilidade de 9 partidas, está mais preocupado com a decisão do Paulistão, que começa domingo, no Pacaembu, contra o Santo André.

Rachou?

In SPFC on 21 de abril de 2010 at 21:09

Precisando de uma vitória elástica para eliminar o Santos e chegar às finais do Estadual, Ricardo Gomes optou pela velocidade de Dagoberto e Fernandinho e deixou Washington no banco.

Durante a semana que antecedeu o confronto, o treinador afirmou que o resultado do jogo falaria por ele.Com a derrota por 3×0 e a improdutividade do time, grande parte da torcida tricolor constatou que as mudanças de Ricardo foram equivocadas.

Para aumentar ainda mais a pressão, Washington resolveu botar a boca no trombone e reclamou publicamente. Disse que estava cansado de ser sacrificado e que ‘mudaram o que estava certo’.

A diretoria, que fez vistas grossas a declarações semelhantes de Cicinho, resolveu demonstrar apoio ao técnico e multou o jogador em 20% do salário.

Marco Aurélio Cunha e Richarlyson também emitiram suas opiniões e criticaram o atacante via imprensa.

Com toda essa confusão, o clima pode ter ficado pesado entre os jogadores e o técnico, que tiveram uma longa reunião para colocar os pingos nos is, durante a semana.

O centroavante, que já causou indinação em Borges por conta da briga pela titularidade, volta a ser o pivô de picuinhas internas no grupo são-paulino.

Já Ricardo Gomes, apesar de respaldado pela diretoria, não pode nem pensar em tropeçar no confronto diante do Once Caldas, antiga asa negra tricolor, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Com Washington no banco, o Sampa entra em campo nesta quarta-feira para buscar a primeira colocação do grupo e um caminho menos tortuoso nas etapas seguintes.

Se vacilar, corre o risco de não se classificar e afundar na crise.

Abre o olho, Ricardo! Fecha a boca, Washington!

Atuações do Sansão

In Paulistão 2010, Santos, SPFC on 19 de abril de 2010 at 18:30

SANTOS

Felipe Duas ótimas defesas, em chute de Washington e cabeçada de Jorge Wagner. NOTA 7,5

Pará Aposta de Dorival Júnior, teve uma de suas melhores atuações na temporada. Dificultou a vida de Richarlyson. NOTA 7,5

Edu Dracena O São Paulo precisava fazer dois gols, mas não chegou a incomodar os zagueiros do Santos. Tranquilo. NOTA 6,5

Durval Assim como o companheiro, não imaginava uma tarde tão tranquila. NOTA 6,5

Léo Bem no apoio, teve dificuldades com Cicinho. Depois do jogo, rebateu declarações inexistentes de Juvenal Juvêncio e desviou o foco da bela vitória alvinegra. NOTA 6,5

Arouca Dessa vez, teve atuação discreta. NOTA 6,0

Wesley De volta ao meio, foi bem na marcação e se lançou bem ao ataque no segundo tempo. NOTA 6,5

Marquinhos Alguns passes errados e muita lentidão. Foi substituído para fechar o meio. NOTA 5,5

Paulo Henrique Bem marcado, não deixou os companheiros na cara do gol, mas fez o seu no final. NOTA 7,0

Neymar Infernizou a defesa do São Paulo com dribles, velocidade e quedas. Deu dois lindos passes não aproveitados por Robinho e ainda fez dois gols, um deles com nova paradinha. Craque! NOTA 9,0

Robinho Fez fila na defesa do São Paulo e deixou Neymar na cara do gol no lance do pênalti. Sua experiência, mais uma vez, foi importante para segurar a bola no ataque nas horas difíceis. NOTA 8,0

Rodrigo Mancha Entrou para evitar uma pressão que o São Paulo nem sequer esboçou. SEM NOTA

Mádson Com velocidade, teve tempo de dar uma assistência para Ganso. NOTA 6,5

Zé Eduardo Nem tocou na bola. SEM NOTA

Dorival Júnior Arriscou ao tirar André, mas acertou. Ganhou o meio-campo e impediu que o São Paulo pressionasse como no segundo tempo do primeiro jogo. NOTA 8,0

***

SÃO PAULO

01 Rogério Ceni Fez boas defesas, em chute de Robinho e cabeçada de Ganso. Sem culpa nos gols, foi inocente no pênalti. NOTA 5,5

23 Cicinho Um dos únicos que tentou criar alguma coisa. Seus cruzamentos, porém, não surtiram efeito. NOTA 5,5

3 Alex Silva Um gigante na marcação, cometeu pênalti não marcado em Neymar. NOTA 6,0

5 Miranda Sofreu com os dribles da Joia santista e com a velocidade do rival. NOTA 3,5

20 Richarlyson Teve atuação medíocre. Por quê, depois de um mês parado, voltou improvisado na esquerda? NOTA 2,0

18 Rodrigo Souto Não ajudou muito na marcação e não se arriscou na frente. NOTA 4,0

8 Cléber Santana Quando apareceu, criou bons lances. Mas isso aconteceu poucas vezes. Foi substituído. NOTA 4,5

10 Hernanes Alguns lampejos, mas estava mal tecnicamente. Não foi nem sombra do Hernanes do primeiro jogo. NOTA 5,0

7 Jorge Wagner De longe, foi o melhor do meio-campo do São Paulo. Distribuiu bons passes. NOTA 6,5

25 Dagoberto Bem marcado, se preocupou em atingir os adversários quando a bola chegava. Não jogou nada. NOTA 3,0

12 Fernandinho Um pouco mais ligado que o companheiro de ataque, também não produziu muito. NOTA 4,5

9 Washington Entrou, teve uma chance, um impedimento mal marcado e deu bom passe para Dagoberto. Era jogo para ele. NOTA 5,5

27 Léo Lima Quando entrou, o time já estava entregue. SEM NOTA

Ricardo Gomes A opção por dois atacantes velozes poderia ter dado certo se o meio-campo fizesse a bola chegar até eles. Errou ao tirar um meia e colocar mais um atacante. Foi engolido pelo Santos a partir daí. NOTA 5,5

Mão na taça

In Paulistão 2010, Santos, SPFC on 19 de abril de 2010 at 17:55

Semifinais – Santos 3×0 São Paulo

Neymar brilha, faz gol de mão, dá paradinha, classifica o Peixe e a torcida decreta: ‘É seleção!’. Final será contra o Ramalhão.

O ensolarado domingo da Vila Belmiro reservava fortes emoções. Mais um show Santástico? Uma reação improvável do Tricolor? No fim das contas, a tarde foi mesmo de Neymar, novamente o melhor em campo.

O São Paulo entrou com quatro mudanças para tentar atrapalhar os planos do Peixe. Jean, Júnior César e Washington perderam seus lugares para Cicinho, Richarlyson e Fernandinho. Marlos, suspenso, deu lugar a Cléber Santana.

Dorival Júnior, por sua vez, fez apenas uma mudança: escalou Pará na direita, passou Wesley para o meio e tirou André. Foi o suficiente para dificultar a vida de Hernanes e fazer com que a bola raramente chegasse aos velozes atacantes.

Enquanto o São Paulo fazia uma força incrível para não tomar o primeiro gol, o Peixe chegava fácil. Logo no primeiro lance, Neymar deu passe magistral para Robinho, que parou em Rogério. Em outra jogada, novamente Neymar deixou o camisa 7 na cara do gol, mas ele preferiu se jogar quando o goleiro são-paulino chegou para dividir. O árbitro mandou o jogo seguir.

Mesmo precisando desesperadamente da vitória, os tricolores não tiveram nenhuma grande oportunidade.

Gomes não mudou o time no intervalo, mas logo aos 9 do segundo tempo resolveu apostar em Washington no lugar de Cléber Santana.

Com um a menos no meio-campo e um a mais na frente, a bola chegou com frequência ainda menor e o Santos matou o jogo 5 minutos mais tarde. Após bela e demorada troca de passes, Marquinhos cruzou e Neymar completou com o braço direito. José Henrique de Carvalho não viu e validou o gol que matou o Tricolor de uma vez por todas.

Logo na sequência, Washington até tentou empatar, mas Felipe fez grande defesa.

Para recompor o meio perdido, Léo Lima entrou na vaga de Fernandinho, mas a pouca inspiração já havia ido embora há tempos. Dorival respondeu com Rodrigo Mancha no lugar de Marquinhos e os donos da casa não foram ameaçados.

Aos 35, Robinho deixou Neymar na cara do gol. Ele tomou a frente de Miranda, foi tocado fora da área e se jogou, ludibriando o árbitro que havia ignorado uma penalidade clara de Alex Silva no mesmo Neymar, 10 minutos antes.

A cena mais aguardada da semifinal estava prestes a acontecer. De um lado, o sorriso abusado e irreverente de Neymar. Do outro, a experiência e a cara fechada de Rogério Ceni.

Se ainda restava alguma dúvida quanto à personalidade do garoto, ela foi sepultada com mais uma paradinha e mais um gol que desmoralizou o maior ídolo da história do rival.

Aos 39, Mádson e Zé Eduardo entraram nas vagas de Neymar e Robinho, que passaram a comandar a festa do lado de fora, até que Ganso marcou o terceiro e eles voltaram ao gramado para abraçarem o companheiro.

No finalzinho, Dagoberto poderia ter marcado o gol de honra, mas isolou e decretou: não era o dia do São Paulo.

Era mais um dia do ano do Santos e, principalmente, de Neymar!

Olho nele, Dunga!

O adversário: O Prudente devolveu o placar da primeira partida e venceu por 2×1, em Santo André. No entanto, o clube do ABC teve campanha melhor na primeira fase e agora enfrentará o Santos nas finais.