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Briga antiga

In Corinthians on 28 de fevereiro de 2010 at 22:59

A chegada de Edno ao Corinthians foi cercada de polêmica. A saída também.

O meia, objeto de desejo de diversos clubes quando resolveu deixar a Portuguesa, foi contratado a peso de ouro pelo Timão e reencontrou um antigo desafeto no Parque São Jorge: Mano Menezes.

No Paulistão 2009, os dois discutiram num duelo entre Lusa e Timão. O jogador acusou o treinador de tê-lo ofendido com questões pessoais, mas a rusga parecia superada quando o atleta vestiu a camisa do Corinthians.

No entanto, a passagem de Edno pelo clube foi muito ruim. O treinador lhe deu poucas oportunidades, que ele nunca conseguiu aproveitar.

Quando a lista de inscritos para a Libertadores foi anunciada sem o nome de Edno, o que já era óbvio, o jogador teve uma conversa com o comandante e acabou levando uma alfinetada, que depois foi levada a público por Mano.

Edno teria citado o Cruzeiro como um dos grandes clubes de seu currículo para justificar sua insatisfação com o baixo número de oportunidades e a ausência no grupo que vai buscar o título inédito. Impiedoso, o treinador falou que não se lembrava da passagem de Edno pelo Cruzeiro e que a história estaria se repetindo no Coringão.

É verdade que o meio-campista ficou devendo, tanto no Cruzeiro quanto no Corinthians, mas foi exagerado dizê-lo aos microfones.

Por sinal, o ótimo trabalho de Mano Menezes e da atual diretoria tem alguns pontos falhos. Além de Edno, outros dois jogadores contratados a peso de ouro ficaram fora da lista: Escudero e Balbuena.

Os estrangeiros chegaram justamente para disputar a competição, mas nunca encheram os olhos da torcida. No entanto, Moacir, muito mais inexperiente, acaba de chegar, não brilhou ainda e foi escolhido.

Os jogadores não devem ter vida longa no Timão. Chateado, Edno será o primeiro a sair e vai jogar pelo Botafogo.

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Pirraça

In Seleção Brasileira on 28 de fevereiro de 2010 at 18:09

Com a contusão de Luís Fabiano, Dunga decidiu dar novas chances para dois jogadores no amistoso contra a Irlanda.

O treinador convocou o atacante Grafite, artilheiro do Wolfsburg, e o meia Carlos Eduardo, do Hoffenhein.

O ex-tricolor vestiu a amarelinha em 2005, quando jogava no Brasil. Ele era um dos concorrentes por uma vaga no ataque na Copa 2006, mas sofreu uma grave lesão no joelho durante a melhor fase de sua carreira e teve o sonho frustrado.

Brilhando há um bom tempo na Alemanha, Ednaldo Batista Libânio estava mesmo merecendo uma oportunidade.

Já a convocação de Carlos Eduardo, que já disputou dois amistosos pela Seleção, soa como uma espécie de pirraça.

Enquanto boa parte da imprensa e da população clama pela convocação de Ronaldinho Gaúcho, Dunga resolve convocar um meio-campista a mais e ignora o milanista. Carlos Eduardo está em grande fase, mas esta vaguinha não era dele.

Outro integrante da lista dos ignorados é Alexandre Pato, companheiro do Gaúcho na Itália. O atacante foi garoto propaganda do novo uniforme brasileiro e, ao que parece, nem sequer estará na Copa.

Continuo com a mesma opinião: falta talento ao meio-campo da Seleção Brasileira. Se Kaká não puder jogar, quem será seu substituto? Júlio Baptista? Ramires? Nenhum deles é capaz de brilhar, improvisar e mostrar o verdadeiro futebol arte.

Deixa de pirraça, Dunga!

Obras de arte: Sapatada Gaúcha

In Obras de arte on 28 de fevereiro de 2010 at 17:57

Os campeonatos estaduais que têm dois turnos já começaram a esquentar. No Rio, o Botafogo de Joel Santana vingou-se da goleada sofrida por 6×0 durante a Taça Guanabara e derrotou o Vasco na decisão. O Glorioso já está na grande final do Cariocão.

No Sul, a decisão do primeiro turno será neste final de semana. O Grêmio, como esperado, se classificou, mas não enfrentará o rival Internacional na decisão. Com a cabeça na Libertadores, o Colorado foi eliminado pelo Novo Hamburgo, em pleno Beira-Rio.

Dá só uma olhada no golaço de Chicão, do Novo Hamburgo, aos 47 do segundo tempo!

Uma legítima obra de arte.

Que moleza

In Copa do Brasil, Palmeiras on 27 de fevereiro de 2010 at 0:12

1ª fase – Palmeiras 4×0 Flamengo-PI

Palmeiras goleia o Flamengo do Piauí com facilidade e se classifica. Jardel se machuca no aquecimento (!!!).

Em sua segunda partida no comando do Palmeiras, Antônio Carlos resolveu poupar Wendel, Cleiton Xavier e Lenny. Mas, se quisesse, poderia ter poupado todos os titulares e o resultado final seria o mesmo.

Satisfeitíssimo por jogar no Palestra Itália, o Flamengo do Piauí nem sequer ousou se aproximar da meta defendida por Marcos, que foi um espectador de luxo da partida.

Logo aos 3 minutos, Serginho, do Flamengo, cometeu pênalti incompreensível em Deyvid Sacconi. Não dá pra entender o motivo de um jogador aplicar uma tesoura, em jogada comum, dentro da área, com apenas 3 minutos de bola rolando…

Robert, agora de bem com a massa, converteu.

O segundo saiu aos 26, com o zagueiro Léo, de cabeça. No lance, ele se chocou com um adversário e sofreu um corte profundo no rosto. No intervalo, acabou sendo substituído por Souza, que estava praticamente esquecido.

Antes disso, ainda aos 35 da etapa inicial, Deyvid Sacconi rolou para Robert, que só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol vazio.

O Palmeiras poderia ter construído uma goleada história, mas Robert e Deyvid Sacconi perderam gols incríveis.

Aos 10 do segundo tempo, Antônio Carlos colocou William na vaga do centroavante. Aos 28, poupou Diego Souza, que não brilhou, e colocou o garoto Ivo na partida.

Se a primeira impressão é a que fica, surgiu o novo Kaká no Palestra Itália.

Em seu primeiro lance no jogo, ele avançou pela direita, passou pela marcação e cruzou para Edinho completar de voleio. Um belo gol e gritos de ‘Ivo, Ivo’ ecoando pelas arquibancas.

Além dos gols palmeirenses, o veterano Jardel foi o destaque da partida mais uma vez. Se no Piauí ele entrou em campo aos 47 do segundo tempo e foi motivo de chacota, desta vez nem isso aconteceu.

Visivelmente fora de forma, Jardel foi para o aquecimento e…se machucou! Isso mesmo! Antes de entrar em campo, o artilheiro dos gols de cabeça se contundiu e teve de ser ‘sacado’ do trabalho de aquecimento.

É rir para não chorar.

Já no Palmeiras, choro, por enquanto, só se for de emoção para o novo técnico.

Seis anos depois…

In Libertadores 2010, SPFC on 26 de fevereiro de 2010 at 23:57

Fase de Grupos – Once Caldas 2×1 São Paulo

Seis anos depois da eliminação traumática, Tricolor volta a Manizález e sofre nova virada. Asa negra.

O São Paulo voltou a Manizález com sede de vingança.

É verdade que o elenco derrotado em 2004 era comandado por Cuca era bem diferente do atual, que conta com Cicinho e Rogério Ceni como remanescentes daquela fatídica semifinal de Libertadores, mas a torcida estava engasgada com os colombianos. E deve continuar com esse osso atravessado na garganta…

Assim como em 2004, o São Paulo começou melhor e abriu o placar. Aos 32 da etapa inicial, Rogério Ceni cobrou falta e contou com desvio providencial na barreira para marcar seu 88º gol na carreira.

No primeiro tempo, por sinal, o 4-4-2 armado por Milton Cruz mostrou-se muito eficiente. O São Paulo ganhou o meio, tocou a bola e sofreu pouco com o ataque adversário. Tudo parecia perfeito, mas…

No segundo tempo, o Once Caldas voltou disposto a atacar e conseguiu sufocar o Sampa no seu campo de defesa. E se os médicos recomendaram que Ricardo Gomes não acompanhasse a partida, é bem possível que eles já imaginassem momentos de tensão para o torcedor são-paulino.

Acuado, o São Paulo sofreu o empate logo aos 4 minutos da etapa complementar, após erro de passe de Marcelinho Paraíba, um dos piores jogadores da partida. Rogério Ceni, que vinha fechando o gol, não conseguiu segurar a cabeçada de Uribe.

Mesmo pressionado, os brasileiros poderiam ter trazido uma vitória na bagagem, se Washington não recuasse para o goleiro após belo passe de Jean, que vinha sendo um dos destaques do time.

Mas como no futebol as coisas mudam numa fração de segundo, o camisa 2 virou vilão. Aos 26 minutos, Dayro Moreno, um dos dois únicos remanescentes da vitória colombiana em 2004, avançou pelo lado direito, passou pelo volante, conduziu a bola encarou Miranda e novamente Jean, passou por entre eles e fuzilou o capitão, que nada pôde fazer.

Foi inevitável não lembrar do gol de Agudello, nos acréscimos, que tirou o São Paulo da Copa.

Desta vez, o Tricolor até teve tempo para buscar uma reação, mas faltou inspiração e ousadia. Aos 32 minutos, Milton Cruz mudou o time pela primeira e única vez no jogo, mas tirou Marcelinho para promover a estreia de Rodrigo Souto. Um meia-atacante por um volante, precisando atacar? Vai entender.

É melhor que Ricardo Gomes, da próxima vez, siga os conselhos dos médicos.

Fortes emoções estão por vir.

ATUAÇÕES

01 Rogério Ceni Só não foi perfeito pelos gols sofridos, mas ele nada poderia ter feito para evitá-los. É o maior artilheiro do clube em Libertadores. NOTA 8,5

23 Cicinho Pouco avançou e foi uma lástima na defesa. Péssimo. NOTA 3,5

13 Xandão Inseguro em alguns lances, falhou no segundo gol. No fim, fez um belo desarme e impediu o terceiro gol dos colombianos. NOTA 4,5

5 Miranda Fez uma partida razoavelmente boa, mas foi driblado no lance do segundo gol. NOTA 5,5

7 Jorge Wagner Pouco incisivo no ataque, também não teve destaque na marcação. NOTA 5,0

2 Jean Era um dos melhores jogadores do time até ser driblado por Moreno no segundo gol. Faltou perna. NOTA 5,5

20 Richarlyson Um leão na marcação, foi um dos melhores jogadores do Tricolor em campo. NOTA 7,0

10 Hernanes Apareceu bem no primeiro tempo e caiu muito de produção no segundo. NOTA 4,5

8 Cléber Santana Tocou bem a bola, mas deu muitos passes laterais e não ajudou a evitar a inoperâncias ofensiva do time. NOTA 4,5

11 Marcelinho Paraíba Desatento, lento, apagado. Atuação horrorosa. NOTA 3,0

9 Washington A bola chegou pouco e, quando chegou, perdeu uma chance muito boa. NOTA 4,0

18 Rodrigo Souto Jogou pouco. Entrou sem função e sem ritmo. SEM NOTA

Milton Cruz Sem opção, escalou o time com dois zagueiros. O primeiro tempo foi bom, mas a equipe caiu muito na segunda etapa. A defesa se desfez e o ataque segue inoperante. Quem sabe com as voltas de Fernandinho e Dagoberto a situação não melhore… NOTA 5,0

Muito prazer, Libertadores

In Corinthians, Libertadores 2010 on 26 de fevereiro de 2010 at 23:21

Fase de Grupos – Corinthians 2×1 Racing

Ansioso, Timão leva susto no começo, mas vence na estreia graças a Elias, o elemento surpresa.

Enfim, começou a Copa Libertadores da América para o Corinthians.

A torcida lotou o Pacaembu e demonstrou uma compreensão nunca vista. Mesmo nos momentos de dificuldade e péssimo futebol, a galera apoiou e empurrou a equipe para a vitória.

A diretoria, por sua vez, tentou embelezar a festa e até conseguiu, com belíssimos fogos de artíficio que estouraram antes do apito inicial. O problema é que o foguetório foi bem longo e só foi cessar aos 3 minutos de bola rolando. A esta altura, a defesa já havia cochilado e os uruguaios estavam na frente. Cauteruccio marcou aos 50 segundos.

Foi simplesmente a pior maneira de começar a competição mais desejada e esperada do ano mais importante da História do Corinthians.

Como é praxe na competição, o adversário se retraiu e armou um ferrolho praticamente intransponível. Praticamente, porque com qualidade técnica, improviso e arte, tudo acontece no futebol. E aos 10 minutos, o Corinthians brilhou pela primeira vez na noite.

Ronaldo saiu da área e tocou para Tcheco, que deu um belíssimo passe de calcanhar para Elias, que chegou de trás e não perdoou o goleirão Contreras. Empate e delírio da Fiel, mas não de Mano Menezes.

O time continuou travado até o fim do primeiro tempo e o treinador ousou no intervalo. Mano tirou Defederico, inoperante, e colocou Souza em seu lugar. Ronaldo, mesmo fora de forma e de ritmo, ganhou mais liberdade para sair da área e tentar criar, mas o ferrolho uruguaio continuava armado.

Aos 11, o Racing perdeu Flores, expulso, e com ele se foi todo o pouco ímpeto ofensivo da equipe.

Empurrado pela galera, o Corinthians tocou a bola de um lado pro outro e teve poucas oportunidades de gol, mas, repito, com improviso e arte, tudo acontece no futebol.

E, por mais incrível que possa parecer, o lance de qualidade saiu dos pés de Souza, aos 25 minutos. Elias, mais uma vez, apareceu de surpresa, na cara de Contreras, e não perdoou. Virada e, agora sim, completa explosão alvinegra em todo o Pacaembu.

Com a vitória na mão, a ansiedade que estava atrapalhando pareceu ter ido embora e a superioridade técnica da equipe brasileira começou a sobressair, como nos dois ‘rolinhos’ seguidos aplicados por Ronaldo. Jucilei, que entrou na vaga de Alessandro, também distribuiu canetas e Roberto Carlos contribuiu com um belo chapéu de calcanhar.

Fica a lição, Timão.

Libertadores é raça, coração, luta, entrega, determinação, sofrimento…Mas, acima de tudo, é uma competição de futebol. Joga bola, Corinthians!

O Santos pode mais

In Copa do Brasil, Santos on 26 de fevereiro de 2010 at 23:02

1ª fase – Naviraiense 0x1 Santos

Sem espetáculo, Santos vence mas não elimina o jogo da volta.

Sem brilho.

Ao contrário das exibições no Paulistão, o jogo contra o Naviraiense não foi um deleite para os torcedores do Santos. Na verdade, teve até uma pitada de sofrimento e tensão.

Os sul-matogrossenses não ficaram o tempo todo na defesa e até assustaram o time de Robinho, Neymar e cia. em algumas estocadas. O gol não saiu, mas ao menos eles conseguiram realizar o sonho de qualquer clube pequeno que encara um gigante logo na primeira fase: disputar o jogo de volta.

Sem inspiração dos homens de frente, Dorival Júnior teve de mexer na equipe para alcançar a vitória na estreia. Maranhão, que fez sua estreia, foi sacado para a entrada de Marquinhos. Wesley foi para o lado direito. Robinho e André também foram substituídos, por Mádson e Zé Eduardo, respectivamente.

Com as caras novas, o Peixe melhorou e passou a ser mais incisivo na busca pelo gol. Mádson entrou muito bem no jogo e criou duas boas chances, mas errou na hora da finalização. O baixinho mudou tanto a cara do time que não poderia sair de campo sem uma recompensa. E ela veio!

Aos 36 minutos, ele levantou na área e Marquinhos subiu mais a defesa adversária para testar firme, pro fundo do gol.

Pelo equilíbrio do jogo, os jogadores do Naviraiense poderiam se lamentar pela derrota, mas eles saíram comemorando!

Vão conhecer a Vila Belmiro.

E já que ocorrerá o jogo da volta, é bom que o Peixe volte a encantar. A Copa do Brasil é a menina dos olhos do clube no primeiro semestre e o slogan da campanha do atual presidente santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, cabe perfeitamente nesta situação: o Santos pode mais. Muito mais!

Profissão de risco

In SPFC on 22 de fevereiro de 2010 at 22:34

Não bastasse a derrota no clássico, o são-paulino tomou mais um susto logo cedo. Ricardo Gomes, técnico da equipe, foi internado após sofrer um leve acidente vascular cerebral.

O treinador ficará duas semanas em recuperação, mas já está bem, não ficará com sequela alguma e não corre riscos. Durante este período, Milton Cruz comandará a equipe.

Curioso é que não é a primeira vez que isso acontece com um treinador do Sampa. Muito pelo contrário.

Em 2005, após uma partida diante da Ponte Preta, pelo Brasileirão, Paulo Autuori sentiu-se mal e assustou os médicos do clube.

Em 2006, após a derrota para o Chivas, pela Libertadores, Muricy Ramalho teve dores no peito e formigamento no braço e nem sequer concedeu entrevista coletiva.

Nos dois casos, não passou de um susto.

Esperamos que seja assim com Gomes.

Mas cá entre nós, haja coração para ser treinar o Tricolor, hein?

Melhoras, professor!

Alma lavada

In Palmeiras, Paulistão 2010, SPFC on 22 de fevereiro de 2010 at 22:33

10ª rodada – Palmeiras 2×0 São Paulo

Na estreia de Antônio Carlos, Verdão derrota o São Paulo, freguês de todos os grandes do Estado.

Parte da torcida alviverde pediu a volta de Muricy e a saída de Antônio Carlos, que nem havia estreado.

Apressado come cru.

O ex-técnico ligou para um diretor do São Paulo pedindo uma vitória do clube do Morumbi. Enquanto isso, Zago trabalhou calado, mas com coragem, e estreou com o pé direito.

Resultado: saiu ovacionado do gramado, com lágrimas nos olhos e cheio de moral.

É verdade que é muito cedo para dizer que o treinador tornou o time palmeirense competitivo outra vez, mas ele fez o simples e deu certo. Nas laterais, barrou Figueroa e Armero, ambos em má fase, e escalou Wendel (na direita, desta vez) e Eduardo. O esquema com três volantes também foi extinto e Diego Souza, que vinha atuando no ataque, foi recuado para sua real posição. Lenny fez companhia a Robert.

Mais bem organizado, o Palmeiras foi melhor no primeiro tempo, mas isso não quis dizer muita coisa.

Ricardo Gomes armou a equipe com três zagueiros, mas Renato Silva e Jorge Wagner faziam as vezes de lateral e formavam algo parecido com o 4-4-2. Cicinho virou meia e não foi bem. Hernanes saiu da direita, onde vinha brilhando, e foi para esquerda. Também não foi bem. Para piorar, Cléber Santana, Marcelinho e Washington também não estavam inspirados. O Sampa estava travado.

Aos 6 do segundo tempo, Xandão fez falta em Eduardo e levou seu segundo amarelo, deixando o time com um jogador a menos.

O lance é discutível. Repórteres de rádio afirmam que até o goleiro Marcos achou exagerada a atitude de Rodrigo Cintra.

Mas o Palmeiras não tinha nada a ver com isso e soube aproveitar a vantagem numérica. Dois minutos após a expulsão, Cleiton Xavier (sempre ele!) fez cruzamento perfeito para Robert, que aproveitou o vazio deixado pela saída de Xandão e abriu o placar, de cabeça. Rogério Ceni ainda reclamou de toque de mão, mas o capitão não estava num bom dia.

O goleirão fez duas boas defesas, mas sua participação no lance do segundo gol do Palmeiras, também de Robert, foi lamentável. Após cruzamento de Marquinhos, que entrou na segunda etapa e fez sua estreia em 2010, o atacante desviou no primeiro pau e o goleirão virou o rosto, dando a impressão de estar com medo da bola, que bateu nele e entrou.

Ricardo Gomes ainda tentou mudar a história da partida com a entrada do bom Henrique na vaga de Washington, mas nem a vitalidade do garoto adiantou.

O Sampa perdeu todos os clássicos que disputou nesta temporada.

O Palmeiras tirou o pé da lama e, pelo menos até a próxima partida, está no paraíso.

ATUAÇÕES – SÃO PAULO

01 Rogério Ceni Fez boas defesas e até impediu uma goleada. Mas vacilou no segundo gol. NOTA 5,0

14 Renato Silva Também vacilou no segundo gol e não foi bem no jogo aéreo. Se machucou e não joga contra o Once Caldas. NOTA 4,5

13 Xandão Vinha jogando bem, mas fez falta infantil e acabou expulso. Exagero ou não, prejudicou o time. NOTA 3,0

5 Miranda Demorou dois minutos para acertar o posicionamento após a expulsão. Saiu o gol do Palmeiras… NOTA 5,0

23 Cicinho Atuando como ala, praticamente como meia direita, deixou a desejar. Machucou e pode ser desfalque na Libertadores. NOTA 4,5

2 Jean Fez uma partida discreta, mas não comprometeu. NOTA 6,0

10 Hernanes Vinha brilhando pela direita. Jogou na esquerda… NOTA 4,0

8 Cléber Santana Apático, fez sua pior partida com a camisa do São Paulo. NOTA 3,5

7 Jorge Wagner Um dos poucos lúcidos do time. Também foi prejudicado pela expulsão de Xandão. NOTA 6,5

11 Marcelinho Boa opção no primeiro tempo, pela esquerda. Mas foi peça nula na segunda etapa. NOTA 4,5

9 Washington Não foi bem, mas não teve culpa. A bola não chegou e ele até tentou ir buscar, em vão. NOTA 5,0

29 Henrique Entrou disposto, no lugar de Washington. Poderiam jogar juntos… NOTA 5,5

27 Léo Lima Entrou, mas não fez nada notável. NOTA 4,0

4 André Luís Entrou para melhorar o jogo aéreo e até conseguiu. Mas pelo chão tomou um drible incrível de Cleiton Xavier. NOTA 4,0

Ricardo Gomes Faltou ousadia ao treinador tricolor. O esquema inicial não funcionou e ele tentou mudar a história da partida trocando peças, que no entanto não mudaram a postura e a disposição da equipe. Tarde infeliz. NOTA 3,5

Pintou o 7

In Paulistão 2010, Santos on 22 de fevereiro de 2010 at 22:05

10ª rodada – Mirassol 1×2 Santos

Sem Neymar e Ganso, Peixe não dá show, mas vence a sétima seguida. Que venha o clássico!

O líder do campeonato entrou em campo desfigurado para enfrentar o Mirassol, num verdadeiro pasto.

Suspensos, Neymar e Paulo Henrique deram lugar a Marquinhos e Mádson. O time perdeu em brilho, mas continuou eficiente e venceu mais uma. Foi a sétima vitória seguida e a classificação ficou ainda mais encaminhada.

Melhor em campo, o Peixe abriu o placar com Wesley, que foi bem mais uma vez. O camisa 8 cortou para o pé esquerdo e chutou de fora da área. O goleirão Renê aceitou.

Aos 35, o Mirassol empatou em cobrança de falta de Gérson. Foi um gol muito estranho, já que a bola desviou em dois santistas antes de entrar na meta do goleiro Felipe.

Na etapa final, uma das apostas de Dorival Júnior definiu a vitória. Cobrando falta, Mádson enganou o goleiro, que foi mal no lance mais uma vez, e marcou o segundo.

Sem qualidade suficiente para reagir, o Mirassol tentou ganhar no grito. Destaque para o zagueiro Douglas, que teve diversas conversas ao pé do ouvido com os atacantes santistas, principalmente com André.

O defensor teve seu castigo e deu um susto em todos. Após dividida com Roberto Brum, Douglas bateu a cabeça e ficou desacordado. Foi só um susto, mas deve ter servido para o jogador refletir sobre suas atitudes.

Com a vitória, o Santos chegou aos 25 pontos e continua tranquilo na ponta.

O próximo adversário é o rival Corinthians e o clube tenta a liberação de Robinho, convocado para a Seleção Brasileira.

Certo é que Neymar e Ganso estarão de volta.